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domingo, 4 de abril de 2010

O que é Bluetooth?

Comunicação sem fio com até dez metros de alcance.
Enviado pela Agente Luciana Belfort (G.B.Internacional)
Em 1994, a Ericsson começou a analisar uma interface de rádio que tivesse baixo consumo e baixo custo. O objetivo era desenvolver uma tecnologia para ligar telefones móveis e os seus acessórios sem utilizar fios. Em 1998, depois da Ericsson já ter chegado à conclusão de que o potencial para dispositivos que usem ligações de rádio de curto alcance era praticamente ilimitado, os grandes a IBM, a Nokia, a Toshiba e a Intel se uniram e formaram o chamado Bluetooth Special Interest Group com o objetivo de conduzir e desenvolver a tecnologia sem fios.
O consórcio Bluetooth cresceu incrivelmente em poucos anos e já conta com a participação de mais de 2000 empresas, dentre elas HP, 3Com, Philips, Motorola, Samsung, Siemens, Dell, Sony... Isso permitiu uma ampla divulgação da tecnologia em todo o mundo.
O nome Bluetooth foi escolhido em homenagem ao rei da Dinamarca Harald Blatand, que era conhecido como Harald Bluetooth. Esse apelido lhe foi dado por ele possuir uma coloração azulada em seus dentes. O apelido foi usado para esta tecnologia pelo fato de Harald Bluetooth ter ficado conhecido como unificador da Dinamarca, logo o significado de Bluetooth é unificação.
A tecnologia Bluetooh é, basicamente, um padrão para comunicação sem-fio de baixo custo e de curto alcance. Através dele permite-se a comunicação sem fio entre aparelhos eletrônicos que podem ser telefones celulares, Palmtops, computadores, scanners, impressoras, equipamentos de escritório, enfim, qualquer aparelho que possua um chip Bluetooth. Esta comunicação realiza-se através de ondas de rádio na freqüência de 2.4 GHz, que não necessita licença e está disponível em quase todo o mundo.
Em relação à sua velocidade pode chegar a 721 Kbps e possui três canais de voz.
As desvantagens desta tecnologia são o seu raio de alcance, 10 metros e o número máximo de dispositivos que podem se conectar ao mesmo tempo
J. Carvalho - 3/6/2004

sábado, 3 de abril de 2010

Avenida Rio Branco vai ser fechada em junho para teste do projeto de parque

Projeto de transformação da Avenida Rio Branco em um grande parque urbano para pedestres.

O projeto do parque, de dois milhões de metros quadrados, começa a deixar o papel em junho, quando o local será fechado para testar a reorganização do trânsito. O trajeto das 115 linhas de ônibus que circulam pela via atualmente terá que ser redistribuído, como mostra reportagem do jornal "O Globo", deste sábado.

O desembarque dos coletivos deve acontecer em duas estações de transferência perto da Praça Tiradentes e do Terminal Misericórdia, na Praça Quinze. Além disso, outras linhas vão fazer ponto final nos terminais Américo Fontenelle e Procópio Ferreira, na Central do Brasil. De acordo com o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, a meta é reduzir em 50% o número de ônibus que passam pela avenida, cerca de 1.800 veículos, atualmente.

O projeto do parque foi anunciado no ano passado. Além da alteração do itinerário dos ônibus, os pontos de táxi também serão redistribuídos. No parque urbano, em uma área delimitada pelas avenidas Presidente Vargas, Beira-Mar, Passos, República do Paraguai, Presidente Antônio Carlos e pela Rua Primeiro de Março, apenas vão poder trafegar ônibus elétricos ou movidos a gás natural, em seis linhas especiais gratuitas que serão criadas.
Redação SRZD Rio+ 03/04/2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Começaram as Obras no Predio Dom João VI na Praça Maua.

Rio de Janeiro/RJ –Centro, Praça Mauá, 10 (12/2012)

Pinacoteca Escola do Olhar
Ex Palacete Dom João VI ;pé direito de 5 metros;4 andares
Revitalização da Zona Portuária

Histórico
1912 Término da Construção
Ex Sede da Fundação Portus
2000 Tombado
2004 Compra pelo Banco Santos: Sede Carioca / 2005 Em liquidação
2007 Sub-Judice em estado de abandono sendo pilhado por saúvas urbanas
27/08/2007 Abraço de protesto pelo abandono (iniciativa: www.sirkis.com.br)
05/2009 em projeto de restauração para funcionar como a pinacoteca
06/2009 Desapropriado pela Prefeitura
Projeto de restauração: R$ 40 milhões(Apoio Fundação Roberto Marinho)
(Foto Gerardo Millone - 1/4/2010) 





Obras
Anexo a ser interligado por ponte envidraçada: ex Policia Civil
-Auditório
-Cafeteria
-Galerias
-Livraria
-Midiateca
-Restaurante
-Salas de Aula
-Terraço panorâmico
-Teleférico Ponto a Ponto (cabine para 4 pessoas) interligando o terraço do anexo ao Morro da Conceição; Fortaleza da Conceição; Pedra do Sal; Observatório de Valongo e Igreja de São Francisco da Prainha.
Previsão de termino: 12/2012

fonte:http://www.memoriabravobrasil.com.br/News%20RJ.htm

Cristo Redentor, IG publicou fotos e conta sobre as obras.

Cristo Redentor, castigado por raios, passa por ampla reforma

IG acompanha com exclusividade obras de restauração do monumento situado no topo do morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca
Cinquenta operários trabalham, diariamente, a cerca de 750 metros do nível do mar. Aos olhos – e até nos olhos - do Cristo Redentor. Responsáveis pela mais completa restauração pela qual a estátua já passou em seus 78 anos, eles circulam pelos 38 metros de andaimes das oito da manhã às cinco da tarde, quando começa a cair a visibilidade.
 Sob autorização da Igreja Católica, gestora do monumento, a reportagem do iG teve acesso à obra e acompanhou, por algumas horas, o minucioso trabalho dos arquitetos, engenheiros e restauradores. Lá embaixo, os turistas não disfarçam uma certa decepção. “É uma pena que o Cristo esteja coberto, mas vai ficar ainda mais bonito”, acredita a inglesa Iren Maddon. “Prometo voltar quando estiver pronto”, continua.
Orçada em 7 milhões de reais, pagos pela Vale, a obra não vai interromper as visitas turísticas. A estátua, no entanto, está sendo coberta por uma película semitransparente para garantir a segurança dos visitantes. O Cristo Redentor recebe 1,8 milhão de turistas a cada ano. A previsão de conclusão das obras é para o começo de junho.
Daniel Petzel é o supervisor das obras e ajudou a selecionar os operários. Requisito básico: não ter medo de altura. Lidar com o vento forte e as nuvens baixas também requerem cuidado. A recomendação é que, a cada nuvem que se aproxima, quando a visibilidade fica difícil, o trabalhador fique parado esperando que ela se dissipe. “Não há um que reclame de trabalhar tendo uma vista como esta”, diz Daniel, que tem, entre seus comandados, um argentino. “Até ele se derrete em elogios pelo Rio”, brinca o supervisor.

A previsão de conclusão das obras é para começo de junho

70 toneladas de equipamentos
A maior dificuldade da obra, segundo os coordenadores, é levar até o alto mais de 70 toneladas de material por meio do parque da floresta da Tijuca.
Segundo o arquiteto Diogo Caprio, os trabalhos estão divididos em três etapas. “Primeiro fizemos um mapeamento de danos, registrando principalmente as áreas atingidas pelos raios. Agora vamos começar a limpeza a vapor de toda a escultura. A troca de tecelas, que são as pedras que formam o mosaico de revestimento, ficarão para o fim”, explica Caprio.
As pedras, de pedra-sabão, vêm de Ouro Preto, Minas Gerais, da mesma fonte de origem das originais. A limpeza é feita com uma substância química que não altera a cor um pouco azulada das tecelas, hoje acinzentadas devido à ação da erosão e sujeira.
São cerca de 70 toneladas de equipamentos para a reforma completa
Do Cristo, é possível ver boa parte da zona Sul, incluindo a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Pão de Açucar, o Jardim Botânico e a praia de Ipanema. Do lado oposto, o Maracanã, na zona Norte, e a ponte Rio-Niterói completam o visual.

O Cristo por dentro
Por dentro do Cristo, vários lances de escada levam os operários até a altura do peito da estátua, onde há um coração em alto relevo, assim como do lado de fora. Após vencer mais de 500 degraus, é possível chegar em uma parte onde uma infiltração começava a surgir.
 “Uma abertura na cabeça da estátua estava permitindo que a água da chuva entrasse nela. Vamos estudar a melhor maneira de corrigir esta falha”, diz Caprio. O interior da estátua não é aberto à visitação pública. “Ver Cristo por dentro não é para todos”, brinca um operário.

01/04 - Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro - Fotos: Claudia Dantas

Veia mais fotos:
http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/04/01/restauracao_do_cristo_redentor_680890.html

Museu do Bondinho em construção na Urca

Museu Multimédia contará a história do Teleférico.

Estamos construindo neste espaço o Museu do Bondinho, que irá contar, de forma divertida e lúdica, a construção do teleférico, sua história contextualizada com a historia do Rio de Janeiro e do Brasil, os principais fatos ocorridos, as programações culturais do Morro da Urca e etc. Teremos diversos depoimentos, vídeos e exposição de acervo cujo ponto alto é o maquinário antigo todo remodelado.
Como a área é pequena, o museu se utilizará de multi mídia interativa e acreditamos, será um grande sucesso.
A previsão de inauguração é para o segundo semestre de 2010.
Em breve enviaremos o release sobre esta obra.
Um grande abraço
Maria Ercilia Leite de Castro
Diretora Geral
C.C.A.P.A.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Operações de embarque no Aeroporto do Galeão mudam dia 6

JB Online-31/03/2010
A administração do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro informa que, a partir do próximo dia 6, as operações de embarque doméstico do Terminal de Passageiros 1 serão realizadas pelo setor de embarque B.
Nesta mesma data, o setor de embarque doméstico A entrará em obras de revitalização e modernização.
Enviado pela Guia Angêlica Monnerat

domingo, 28 de março de 2010

O Censo da Mata Atlântica

O lvro "Plantas da Floresta Atlântica" censou as espécies existentes até hoje
Marcelo Gigliotti, Jornal do Brasil - JB on line 25/03/2010

Quem mora no Rio de Janeiro convive com ela todo dia. Cobrindo os maciços, adornando o Corcovado, marcando presença e enchendo de vida toda a cidade. Porém, a Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do planeta, e uma dádiva para o carioca, perdeu 89% por cento de sua cobertura original. Mesmo no Rio, são poucos os remanescentes virgens desta riqueza, uma vez que boa parte dela, como a Floresta da Tijuca, foi devastada e depois reflorestada. Esta situação levou cerca de 200 cientistas de todo o país a se mobilizarem para sua preservação. E o primeiro passo foi dado com a elaboração de um censo das espécies vegetais, o livro Plantas da Floresta Atlântica.

No Rio de Janeiro há remanescentes de Floresta Atlântica original nas encostas entre o Jardim Botânico e a Vista Chinesa, no Maciço da Pedra Branca, na Área de Proteção Ambiental de Gericinó-Mendanha e na Ilha da Marambaia, segundo o pesquisador Marcus Nadruz, do Jardim Botânico, um dos autores do livro.

Nada menos do que 15.782 espécies vegetais foram catalogadas no livro, um trabalho pioneiro, que reuniu informações que estavam dispersas em diversas instituições científicas. Este volume de plantas representa 5% da flora mundial.
 – Um dos aspetos importantes deste levantamento é a constatação que 45% das espécies listadas (7.155) são endêmicas, isto é, só ocorrem na Mata Atlântica. Isto mostra a nossa responsabilidade com a própria humanidade em preservar este ecossistema – diz um dos editores do livro, o pesquisador João Renato Stehmann, da Universidade Federal de Minas Gerais, que junto com o Jardim Botânico do Rio produziu a obra.
Segundo ele, a Mata Atlântica é um dos cinco hotspots do mundo. O termo indica ecossistemas que concentram mais espécies endêmicas e que tiveram mais de 75% de sua área devastada.
– É um conceito que une biodiversidade, endemismo e ameaça de extinção – explica o pesquisador.

Os hotspots são considerados áreas prioritária para conservação, ecossistemas que precisam ser estudados o quanto antes pela sua fragilidade.
– Para esta preservação, há três etapas. A primeira é conhecer quais espécies ocorrem. A segunda é avaliar o estado de conservação e a quantidade delas. E a terceira é traçar metas para diminuir o grau de ameaça – diz o cientista.
E este esforço é uma corrida contra o tempo. A Mata Atlântica surpreende os próprios cientistas. A cada semana, uma nova espécie é descoberta. Além disso, determinadas espécies ocorrem em locais restritos. Ou seja, podem sumir com a ocupação urbana, ou com o desmate para outro fim, sem que sejam sequer conhecidas pela ciência.
Nesta luta pela natureza, há outras frentes de combate. Uma delas é fazer o governo federal declarar as espécies como ameaçadas de extinção. Com este status oficial, elas ficam sob proteção da lei.
– A comunidade científica tem feito pressão para que a lista de espécies ameaçadas seja ampliada. Hoje, oficialmente, há 238 espécies ameaçadas. Mas, para os cientistas, o número chega a 727. E o pior é que a lista oficial se baseia em dados de 2005. De lá para cá, 300 espécies foram descobertas – diz o pesquisador.

Com o livro Plantas da Floresta Atlântica, um calhamaço de 516 páginas, os cientistas esperam dar informações preciosas para os trabalhos de reflorestamento.
– A ciência pode orientar na produção de mudas; na escolha de espécies para reflorestamento adequadas para cada área; e também na indicação de locais para replantio – diz João Renato.

Se a Mata Atlântica, junto com o ser humano, vai superar estes desafios, só o tempo dirá. Segundo o pesquisador, áreas que já foram degradadas levarão pelo menos 300 anos para serem reconstituídas em sua plenitude. Espera-se que as futuras gerações colham estes frutos.

Brasil lidera desmatamento
Relatório de Avaliação Global de Recursos Florestais 2010, da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado quinta-feira, mostra que o Brasil, apesar de ter diminuído a área desmatada, continua em primeiro lugar no ranking do desmatamento no mundo.
Entre 1990 e 2000, houve uma redução significativa na perda de florestas brasileiras. Na última década, o país passou de 2,9 milhões de hectares anuais desmatados para 2,6 milhões nos anos 2000, segundo a ONU.
No mundo, nos últimos dez anos, 13 milhões de hectares anuais de florestas nativas foram transformadas em terras agrícolas ou destruídas por causas naturais, o que mostra uma redução em relação à década de 1990 quando foi registrada uma perda de 16 milhões de hectares.
A América do Sul e a África tiveram as maiores perdas anuais de áreas verdes no período entre 2000 e 2010, registrando 4 e 3,4 milhões de hectares, respectivamente. A Oceania também teve uma grande perda de florestas, mas por um motivo bem diferente, devido à grande seca que atinge a Austrália desde 2000.
Por outro lado, a Ásia ganhou 2,2 milhões de hectares ao ano na última década em função das ações de reflorestamentamento em grande escala na China, Índia e no Vietnã, aumentando sua superfície florestal em cerca de 4 milhões de hectares anuais nos últimos cinco anos.
Nos Estados Unidos e na América Central, a superfície florestal permaneceu estável. Na Europa, houve crescimento da área verde.
– Os países devem intensificar seus esforços para melhorar a conservação – disse o diretor-geral adjunto do departamento florestal da FAO, Eduardo Rojas. (Das agências)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Brasil pode devolver canhão da época da Guerra do Paraguai

Após 140 anos, ainda falta resolver uma batalha da guerra do Brasil contra o Paraguai. A devolução de um canhão é polêmica.

25/03/10 - BOM DIA BRASIL
No pátio dos canhões no Museu Histórico Nacional, ele se destaca. É uma arma de guerra de 12 toneladas. É "El cristiano". Em português, o cristão. O nome vem do material usado para fabricá-lo: o metal dos sinos das igrejas de Assunção, a capital paraguaia.
Foi a matéria-prima que nosso vizinho encontrou para tentar compensar a falta de armamento pesado no conflito que ficou conhecido como a Guerra do Paraguai. Entre 1864 e 1870, o país enfrentou sozinho Brasil, Argentina e Uruguai.
Segundo historiadores, durante dois anos o canhão ajudou a conter o avanço das tropas brasileiras sobre a capital paraguaia. Para entender por que, basta olhar a placa de aço de 10 centímetros de espessura que fazia parte de um dos navios da nossa Marinha. Ficaram algumas marcas do poder de fogo de “El cristiano”.
O canhão acabou sendo tomado por soldados numa batalha que foi decisiva na derrota paraguaia. Virou troféu de guerra, exposto no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. E 140 anos depois do fim do conflito, “El cristiano” volta ao centro de uma nova batalha.
Depois de um pedido do governo paraguaio, o Brasil pode devolver o canhão aos verdadeiros donos. Historiadores e técnicos do próprio museu alegam que a peça faz parte de um acervo tombado e que mandá-lo de volta é uma afronta à memória de quem lutou na guerra.
“Nenhum país devolve seus troféus de guerra. Foi o sangue dos brasileiros que o cimentou no solo”, diz o historiador Milton Teixeira.
“Não resta dúvida que é um troféu de guerra. Se devemos manter troféus de guerra entre nações amigas, deve ser discutido”, aponta Carlos Fernando Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O Paraguai também quer a devolução de outros troféus, como arquivos militares do país que estão no Brasil. Será que tantos conflitos de interesses vão deixar os envolvidos em pé de guerra?
Apesar dos protestos de técnicos e historiadores, o Ministério da Cultura confirmou que o "El cristiano" será devolvido para o Paraguai, mas ainda não há data para a devolução. O governo estuda uma forma legal de fazer essa transferência, já que é necessário o destombamento do canhão, que só pode ser feito pelo próprio presidente Lula. Até lá ainda deve ter muita discussão.

Enviado pela Guia Marcia Silveira.

quarta-feira, 24 de março de 2010

MP quer proibir voos duplos de asa delta remunerados

Modalidade só poderia ser praticada para fins recreativos e de aprendizado.

Agência Nacional de Aviação Civil ainda não respondeu recomendação.
Do G1, no Rio - 24/03/10

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que tome medidas para impedir a comercialização de voos duplos de asa delta e ultraleves nos aeroclubes no Rio de Janeiro. De acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, a venda deste tipo de passeio é ilegal.
Segundo o MPF, pela lei, vôos duplos ou panorâmicos só podem ser feitos sem remuneração. A legislação permite a atividade apenas para fins recreativos e de aprendizado.
O Ministério Público informou que o procedimento administrativo que resultou nessa recomendação começou com uma denúncia de acidente fatal e mais duas notícias de acidentes foram recebidas ao longo do período.
MPF quer placas com proibição
Como não há fiscalização destas aeronaves, os usuários não têm nenhuma garantia das autoridades sobre a segurança dos equipamentos utilizados. O MPF afirma ainda que o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA) classifica os veículos ultraleves como experimentais, o que impede a sua homologação para o serviço de passageiros.
A recomendação também é para que sejam colocadas placas nos aeroclubes alertando para a proibição da comercialização de vôos em aeronaves experimentais. O pedido foi motivado pelos acidentes, alguns com vítimas fatais, que já aconteceram neste tipo de atividade.
Segundo Marcelo Almeida, presidente da Associação Brasileira de Vôo Livre, a associação apoia a medida do Ministério Público Federal. Marcelo informou que em maio teve uma reunião com os associados, reforçando a proibição de voos duplos remunerados, mas que “infelizmente” a prática continuou.
Anac não respondeu

Marcelo afirmou que na quinta-feira (18) tomou uma medida que foi a de fechar a rampa de vôo da Pedra Bonita, em São Conrado, Zona Sul do Rio, para qualquer tipo de vôo duplo, mesmo sendo não remunerado ou de instrução. Na quinta-feira (25) Marcelo vai se reunir novamente com os instrutores para comunicar a recomendação do MPF. Marcelo acredita que atualmente 70 pessoas estejam habilitadas a fazer voos duplos.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo a agência, ainda não há um parecer sobre a recomendação do MPF e os voos duplos pagos não foram proibidos.
No entanto, o presidente da associação de vôo livre afirmou que foi avisado que a fiscalização da agência começaria na quinta (25).
A Anac terá que se reportar ao MPF quanto ao cumprimento do pedido. Do contrário, o MPF poderá entrar na Justiça para garantir o cumprimento da lei. A recomendação é um instrumento utilizado para defender o interesse coletivo sem recorrer a um processo judicial.

PESSACH, a festa da libertação

PESSACH

Enviado por Efraim Schvaitzer
O calendário judaico é rico em simbolismo, representadas nas comemorações durante todo o ano; umas são alegres e outras nem tanto pois relembram episódios distintos da rica tradição do povo judeu.
Na próxima semana, estaremos celebrando uma das datas mais importantes do nosso calendário: o PESSACH !
Pessach é a celebração da libertação do povo de Israel do jugo egípcio.
Representa a saída dos judeus, escravos que eram dos Faraós no Egito no período da Antiguidade.

Como o calendário judaico é lunar e o nosso calendário gregoriano, solar, as datas dificilmente se repetem a cada ano, assim sendo, este ano a celebração de Pessach acontecerá no período de 15 a 22 do mes de Nissan do calendário judaico, correspondente a noite do dia 29 de março ( 2a feira) e termina na noite de 06 de abril de 2010 do nosso calendário.
Em algumas comunidades é costume dar-se mais ênfase as primeiras duas noites do Pessach, embora em outras comunidades, todos os dias são igualmente comemorados.
Essas celebrações chamam-se SEDER, que significa "passagem" e refere-se a milagosa fuga pelo Mar Vermelho.

Entre os simbolismos presentes em Pessach, destacamos entre outros o " MA NISTANÁ" que significa porque esta noite é diferente de todas as outras? ocasião em que o caçula da família reunida em torno da mesa do jantar, faz essa pergunta ao mais velho da mesa, que responde a pergunta lendo a " HAGADÁ" livro que conta a saída dos judeus da escravidão no Egito.
Um outro símbolo desse período de Pessach, conhecido em todo o mundo é a MATZÁ, conhecida também como " LECHEN ONI" ( pão da pobreza) ou simplesmente pão ázimo, sem levedura, pois representa a saída corrida do Egito quando não tiveram tempo de fermentar o pão.
Vários outros símbolos poderiam ser citados como a KEARÁ, prato típico onde vários símbolos de Pessach são destacados, como o CHAROSSET, uma mistura de maçãs com nozes simbolizando a massa de blocos utilizados no dia a dia dos tempos de escravidão.

Destaco aqui, finalmente, uma tradição milenar presente em todos os lares judaicos por celebração do SEDER de PESSACH:
Uma taça cheia de vinho e uma cadeira vazia, cuidadosamente colocada à mesa da sala de jantar, cuja porta fica aberta de forma a permitir e facilitar a chegada de " ELIAHU HANAVI" que segundo a tradição, ele chega simbolicamente em cada lar judaico para participar e vivenciar por uns instantes, junto com os presentes, a noite festiva de Pessach.
Cordialmente
Efraim Schvaitzer

terça-feira, 23 de março de 2010

PARQUE DA CATACUMBA: Informações úteis.

A Guia NEYLA BONTEMPO contatou o Parque da Catacumba e envia valiosas informações para contar com este novo opcional. Obrigado Neyla!

Boa tarde Neyla!

Segue abaixo as informações solicitadas:

1. Quais são as atividades no local? Poderia especificar o valor de cada uma? Qual o tempo de duração?
Resp: Tirolesa R$ 10 (20 minutos)
Muro de escalada R$ 15 (20 minutos)
Arvorismo infantil R$ 20 (20 minutos)
Arvorismo Adulto R$ 30 (20 minutos)
Rapel R$ 40 (40 minutos).

2. Tem que ter um numero mínimo ou máximo de pessoas? Tem que agendar com antecedência ou pode simplesmente aparecer e terá atividades com acompanhamentos de orientadores?
Resp: Não pedimos grupo mínimo, porém grupos grandes em dia de semana pedimos que entre em contato.
Aos finais de semana temos mais movimento, seria bom sempre marcar nos primeiro horário 9 h. da manhã dependendo do número do grupo.

3. Tem estacionamento? É grátis?
Resp: Temos um estacionamento ao lado do parque, é de graça porém é pequeno, cabendo apenas 10 carros. Outra opção de estacionamento é o da Lagoa, bem em frente ao parque, e ao lado tem uma passarela para que sai ao lado do parque.

4. Cobra-se ingresso ou só as atividades?
Resp: O parque é aberto ao público e não há cobrança de ingresso.
Cobramos apenas nossas atividades como informei acima.

5. Quais são as formas de pagamento?
Resp: Pagamento em dinheiro ou no cartão master card (estamos com problemas com o visa)

6. Tem estrutura para serviços essenciais como toalete e área de alimentação ou bebidas?
Resp: O parque oferece banheiros feminino e masculino. E na nossa recepção vendemos bebidas e alguns biscoitos, barra de cereal e sorvete

7. Tem comissão para guias que levam pessoas?
Resp: Pagamos comissão de acordo com o número de pessoas e atividade, a comissão varia de 10% a 20%
Pedimos apenas que se cadastre para ser comissionado.
Se possível comissionamos no mesmo dia, caso não seja possível, agendamos o pagamento do mesmo.

8. O guia pode participar para conhecer, sem cobrança? Acompanhante de grupo tem gratuidade?
Resp: O guia cadastrado na MTUR (mesmo que seja autônomo) ou representando alguma agência de viagem tem cortesia para acompanhar o grupo nas atividades.

Para efetuar se cadastro de guia precisamos das seguintes informações:
Nome:
Telefone:
Email:
Nº da Carteira da MTUR:
Validade:
Agência ou autônomo:

Visite o nosso site http://www.lagoaaventuras.com.br e saiba mais sobre a empresa e o
Parque da Catacumba.
Estou à disposição para mais informações!
Atenciosamente,
Gabriella Araujo
Gerente Comercial - Lagoa Aventuras
(21) 41050079
(21) 78709162

segunda-feira, 22 de março de 2010

Lançamento do livro Plantas da Floresta Atlântica no Jardim Botánico.

O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Minas Gerais lançam, em 24 de março de 2010, às 18h, no Herbário do JBRJ, o livro Plantas da Floresta Atlântica. A publicação, com 516 páginas, é resultado das pesquisas de cerca de 200 cientistas brasileiros e estrangeiros, com dados compilados, organizados e padronizados pelos editores João Renato Stehmann, Rafaela Campostrini Forzza, Alexandre Salino, Marcos Sobral, Denise Pinheiro da Costa e Luciana H. Yoshino Kamino. Juntos, eles são também autores da primeira parte do livro, dedicada à riqueza, endemismo e conservação da Floresta Atlântica.

A segunda parte traz as listas de todas as espécies conhecidas da flora do Domínio Atlântico, que se estende pela maior parte da costa brasileira, chegando também à Argentina e ao Paraguai. São dados de 15.782 espécies distribuídas em 2.257 gêneros e 348 famílias, constituindo aproximadamente 5% da flora mundial. Os estudos confirmaram que a Floresta Atlântica tem alta taxa de endemicidade, ou seja, de plantas que ocorrem exclusivamente nela, constituindo-se no quinto hotspot mais rico em endemismo no mundo.

A publicação contou, além do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e da UFMG, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e, em sua primeira fase, com o apoio da Conservação Internacional e do Fundo e Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund – CEPF).

Fonte Newsletter JBRJ enviado pela Guia Angèlica Monnerat

Alugar Bicicletas agora mais fácil para Turistas

Daniel Uram da Sociedade amigos de Copacabana envia esta novidade:
Estive hoje com o Sr.Angelo Leite que é dono das bicicletas de aluguel aqui
na cidade do Rio de Janeiro, ele me pediu para te passar esse email
para avisar (e repassar para) os guias que o serviço foi relançado e renovado e as novas
regras estão no site www.mobilicidade.com.br/rio
Lá será possível tirar dúvidas em portugues e inglês.
Mencionei a dificuldade dos turistas em usar as bikes e ele me explicou
que agora seria mais fácil bastando ter um celular.
Logo os hotéis terão planos de preços especiais para turistas.
Daniel Uram
(Diretor Social da SAC - Sociedade Amigos de Copacabana)
SAC (Sociedade Amigos de Copacabana)
http://amigosdecopa.vilabol.uol.com.br/

EXEMPLO PARA A TRANSAÇÃO COM CELULAR (Veja outras possibilidades no site)
PASSE DIÁRIO - Uso Eventual / sem necessidade de Cadastro - R$ 10,00 (Válido por 24 hora
s)
1. Veja no mapa do site a localização das ESTAÇÕES DE ALUGUEL e dirija-se a qualquer uma delas para retirar BICICLETAS.
2. Ligue do seu telefone celular * para o Número: (21) 3005-4316
* O telefone usado para compra do PASSE DIÁRIO deverá ser o mesmo utilizado para liberação da bicicleta.
2. Ouça as informações sobre regras e tarifas
3. Digite os dados do seu cartão de Crédito.
4. O Sistema envia uma mensagen SMS para o celular, confirmado ou não a transação

sábado, 20 de março de 2010

Museu Imperial de Petrópolis comemora 70 anos levando história e cultura para o Brasil

Março é o mês do aniversário do Museu Imperial de Petrópolis.
Redação SRZD, Estado do Rio, 20/03/2010.

No mês de março, um dos mais importantes museus do país, o Museu Imperial de Petrópolis, completa 70 anos de criação e, para comemorar a data, oferecerá uma programação especial.
O aniversário será marcado pelo lançamento do "Almanaque de Petrópolis - O Palácio Imperial", de Regina Helena de Castro Rezende e Cátia Maria Souza de Vasconcelos Vianna; pelo lançamento do "Caderno de Conservação - Coleção Chapéus", de Eliane Marchesini Zanatta; pelo concerto dos 70 anos do Museu, com uma homenagem às pessoas que ajudaram a enriquecer o acervo através de doações e a apresentação de produtos para a loja do Museu.
Ainda como parte da programação, o Museu Imperial implantou um dos mais importantes projetos de sua história. Funcionários da instituição estão concretizando o projeto de Digitalização do Acervo do Museu Imperial, conhecido como projeto DAMI. A iniciativa visa digitalizar todo o acervo do Museu Imperial, a partir de conjuntos de peças representados pelas coleções formadas por diversos doadores, e disponibilizar o material no site da instituição.
A primeira fase foi orçada em R$ 3,5 milhões, tendo o projeto recebido um incentivo de R$ 1,5 milhão da IBM. "O projeto levará mais de uma década para ser concluído. Mas o público poderá desfrutar das informações já a partir do dia 29 de março, quando disponibilizaremos duas coleções: a do visconde de Itaboraí, Joaquim José Rodrigues Torres (1802-1872), e a coleção Carlos Gomes, doada ao Museu pela filha do compositor, Ítala Vaz de Carvalho", adiantou o diretor do Museu, Maurício Vicente Ferreira Júnior.
O Museu também relançou o Sarau Imperial, que recentemente recebeu o selo Tour da Experiência do Ministério do Turismo. No projeto, "a princesa d. Isabel e suas amigas" convidam o público para passar uma tarde muito agradável com uma aula de história, boa música e poesia.

O Museu Imperial
Desde 29 de março de 1940, o Museu Imperial preserva, pesquisa e divulga objetos da história e da arte do período imperial brasileiro, garantindo para as futuras gerações o contato com o passado do país.
O local foi eleito uma das sete maravilhas do Estado do Rio de Janeiro, em 2007, e recebeu também nota máxima no "Guia Verde Michelin - Rio de Janeiro", de 2010, além de ter sido selecionado entre os dez melhores programas de viagem no Guia Quatro Rodas, edição 2010. O local não é apenas para visitação, mas para aprendizagem sobre a história do Brasil.
Além do acervo, composto por mais de 11 mil peças, diversas atividades e projetos já foram realizados ao longo de sete décadas, tudo isso para levar história aos visitantes de uma maneira inovadora e bela.

Serviço:
Museu Imperial
Endereço: Rua da Imperatriz, 220
Visitação: De terça a domingo, das 11h às 18h.
http://www.museuimperial.gov.br/
Telefones: 2245-5550 / 2245-5560
Preços:
Adultos: R$ 8,00
Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4,00
Menores de 7 anos e maiores de 80: Gratuito

FITUR: O Brasil está engatinhando....

O futuro do turismo no mundo

João Pedro Figueira, Jornal do Brasil-18/03/2010
RIO - Mês passado aconteceu a 30ª edição da Feira Internacional de Turismo (Fitur), em Madrid, que reuniu 170 países, 12 mil empresas e mais de 130 mil visitantes.
Destaco quatro pontos que me chamaram a atenção por lá:
1. A evidência da conservação ambiental como tema definitivamente inserido na agenda do turismo internacional;
2. O uso intensivo da tecnologia da informação como veículo não só de divulgação, mas, e principalmente, como instrumento de prospecção de negócios, com impactos significativos no perfil do trabalho do trade turístico e principalmente dos agentes de turismo;
3. A presença forte da África e dos países do Oriente Médio, com estandes de Gana, Uganda, Abu Dhabi, Kuwait e Emirados Árabes e
4. As oportunidades de negócio e de visibilidade internacional perdidas pelo Brasil em razão da qualidade ruim de sua presença na Feira e do preconceito com o carnaval.
A feira reconheceu o fato com a destinação de um espaço próprio para debate do tema e para exposição de produtos voltados para o gerenciamento de energia nos hotéis, a Fitur Green, que inovou com o anúncio de metas específicas de redução no uso de energia (elevação da eficiência energética) – 20% – e aumento na utilização de tecnologias de energia renovável – 10%. As conclusões da Fitur Green estabeleceram metas objetivas, discutidas em plenário.
A tecnologia da informação, representada por diversas mídias sociais, sites, blogs, Twitter, Orkut, YouTube, demonstrou a transformação radical no perfil profissional dos agentes de viagens. Com exceção dos estandes do Ministério do Turismo do Brasil e da Embratur, quase não houve distribuição de folders em papel. Os pen drives e a divulgação maciça dos sites os substituíram em grande medida.
O Brasil deixou a desejar. Na programação da feira, não havia informação a respeito de qualquer apresentação sobre a Copa e sobre as Olimpíadas. Passamos em brancas nuvens na pauta de eventos e palestras. Não dissemos nada. Nosso país destoou de todo o resto pela falta de criatividade e uso limitadíssimo da tecnologia. Esteve igualado na dedicação de seus expositores, mas a similitude parou aí. Somente os delegados do Maranhão estavam com pen drives para divulgação do turismo local. No mais, tudo foi um culto à pré-história da informática e do isolamento no passado. Não se ouviu música, nem foi possível encontrar sambistas ou traços de nosso carnaval, veladamente censurados por medo da vinculação ao turismo sexual, o que representa uma afronta a nossa cultura. Para um país que pretende ser um grande receptor de turistas, o Brasil mostrou que está apenas engatinhando.
Enfim, a 30ª edição da Fitur deixou lições importantes para o mundo e um recado para o governo brasileiro: o turismo é um bom negócio, mas assunto para gente capaz de pensar grande, ser eficiente e não ter vergonha de suas riquezas e de sua cultura.
João Pedro Figueira é deputado estadual e presidente da Comissão de Turismo da Alerj.

Comentário do Guia Antônio Abilio
"É lamentável a atuação das autoridades Brasileiras na divulgação das enormes opções de turismo existentes no nosso país. Uma grande pena. Quando isto irá mudar? Quando é que o turismo será visto e encarado de maneira séria?"

sexta-feira, 19 de março de 2010

LIVRO: "O Brasil de Gabriel Soares de Sousa e outras viagens".

Enviado pela Guia Marion Alberti via e-mail

Ensaio estuda textos do descobrimento do Brasil

Valdomiro Santana, Jornal do Brasil
RIO - Susto, espanto, maravilha. Com esses três signos que se ligam por parentesco e analogia, cada um se referindo aos outros, a literatura de viagens, uma das formas de saber da cultura ocidental até o fim do século 19, é o foco de "O Brasil de Gabriel Soares de Sousa e outras viagens, de Francisco Ferreira de Lima".
Três textos são estudados: o “Tratado descritivo do Brasil (1587)” de Gabriel Soares de Sousa – um impressionante levantamento de dados geográficos, botânicos, zoológicos, etnográficos e linguísticos – que é objeto de seis ensaios; a “Carta a el-rei dom Manuel sobre o achamento do Brasil (1500)” de Pero Vaz de Caminha, e a “História da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil (1576)” de Pero de Magalhães Gândavo.
Ferreira de Lima, pós-doutor em literatura pela Universidade de Londres, também é autor de O outro livro das maravilhas: a peregrinação de Fernão Mendes Pinto (Relume Dumará, 1998). O Brasil de Gabriel Soares de Sousa é leitura que, sem o peso do aparato universitário, prende, faz pensar. Isto se deve ao fato de ser o autor um estilista. E com toques do mais fino humor. Daí, a sensação que é perceber — e fruir — o tecido da escrita de cada um dos oito ensaios e o modo como dialogam e se iluminam.
O autor apresenta e destrincha o que chama de “retórica da sedução”, a estratégia usada por Gabriel Soares de Sousa para obter do rei Felipe II o apoio a uma viagem de mais de 100 léguas pelo sertão da Bahia até as nascentes do São Francisco, em busca de uma lagoa onde se acreditava existir ouro em abundância e a céu aberto.
Uma das linhas de força do livro é o exame do que escreveram Caminha e Gândavo sobre o Brasil, na perspectiva — e tão-somente — dos interesses coloniais do Império português, e do que registrou Soares de Sousa no “Tratado”, quando Portugal já estava, a partir de 1580 (até 1640), sob o domínio espanhol.
Estudo comparativamente hilariante é o do quinto ensaio, “A voz do outro: a diferença da linguagem, a linguagem da diferença”, em que entram a farsa de um romance de Umberto Eco, Baudolino, ambientado na Idade Média, e as viagens de Caminha, Fernão Mendes Pinto e Soares de Sousa, o “foneticista pioneiro” do Brasil.
Um livro que se recomenda não apenas à atenção de professores e alunos das áreas de letras e ciências sociais e humanas, mas de todos aqueles que, no país, continuam se perguntando por que aqui, após 500 anos de processo civilizatório, o espetáculo ainda é bárbaro, donde o deslumbramento, o pasmo e o assombro de todo dia.
Resposta a pedido: Editora 7 letras / Preço Livraria Saraiva R$ 34,00

BREJAL: CIRCUITO DE GASTRONOMIA RURAL

Enviado pela Guia Relindes Fonseca

Guia Virtual - GPS que acompanha Turista a pé (?)

A Guia Neyla Bomtempo achou esta curiosidade na Internet:
Mais um concorrente para o guia de turismo?
Ou simplesmente uma coisa a mais para preocupar a função dos guias de turismo?
Neyla
Trata-se de um GPS que o turista leva como uma mini note-book e va caminhando guiado pela telinha. Um "tour-guide virtual". Idéias para vender programas, com certeza, não testadas pelos usuários, e colocadas na Internet para tentar sorte e começar a vender. Tem de muitas outras cidades.... Ah, Mundo Virtual!!!
 
Rio de Janeiro Walking Tours and Map

Venture out on your own with a personal tour guide in the palm of your hand. Load your iPhone with the self-guided walking tours from GPSmyCity.com. No need to hop on a tour bus or join a group; now you can explore all the best attractions on your own, at your own pace, and at a cost that is only a fraction of what you would normally pay for a guided tour. You can check out the city's famous monuments, landmarks, museums and specialty stores; or find hidden gems, as if you had brought along a local guide.
Walking tours included in this application are:
* Castelo and Flamengo (10 sights)
* Bohemian Center (9 sights)
* Rio Famous Museums (5 sights)
* Rio Art Museums (7 sights)
* Places of Worship (8 sights)
* Rio Landmarks (9 sights)
* Rio Classic Architecture (10 sights)
* City Orientation Tour (12 sights)
* Rio Beach Walk (5 sights)
* Nightlife Tour (8 sights)
* Rio for Single Men (10 sights)
* Jewelry and Accessories (10 sights)
* Antique and Home Collectables (7 sights)
This revolutionary application is a smart travel companion, with a detailed city map and powerful navigation features built in. Hence, No Internet Connection is necessary, nor the costly roaming charges when traveling to foreign cities. This powerful navigation assistance includes:
* Touring route clearly displayed on map
* Precise turn-by-turn walking directions from one sight to the next
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Enjoy more convenience, cost savings and better time spent on a trip. With GPSmyCity.com, your iPhone is your trusted personal tour guide.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A origem do @ (arroba)

Enviado por Luciana Belfort (Agente G.B. Internacional)

A origem do @ (arroba)
Na idade média os livros eram escritos pelos copistas à mão.
Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem econômica : tinta e papel eram valiosíssimos.
Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um "m" ou um "n") que nasalizava a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar. O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil o nome Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco.
Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe.
Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.
Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de". Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo: o registro contábil " 10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma".
Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês, "at" (a ou em).
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria, procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses.
Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso - por engano . Para o entendimento contribuíram duas coincidências:
1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;
2- os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3"assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).
As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@",que sobreviveu nos teclados dos computadores.
Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at -em Inglês ), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor.
Assim Fulano@ProvedorX ficou significando: "Fulano no provedor (ou na casa) X".
Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma.
Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco).
Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus.