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segunda-feira, 10 de maio de 2010

10 de Maio – Dia do Guia de Turismo

FELIZ DIA!!!!!!

Dia do Guia de Turismo - 10 de Maio
No meu caso, devo dizer Feliz Dia e Obrigado a tantos colegas que participam no crescimento do SITE http://www.oguialegal.com/, e do BLOG http://blogdooguialegal.blogspot.com/, enviando informações e boas opiniões com a (muito) feliz intenção de melhorar nosso trabalho.
Gerardo Nov 2009 BAIXA
Gerardo Millone - 10 maio de 2010

LOGO O Guia Legal-300-LISA
O Dia do Guia de Turismo, a ser comemorado no dia 10 de maio de cada ano, foi criado pelo Projeto de Lei n.º886/2002.de autoria do Vereador Otávio Leite, e sancionado pelo Prefeito César Maia, transformando-se na Lei n.º 3562/2003.
PROJETO DE LEI N° 200 - FEVEREIRO DE 2003.
(Do Deputado Bismarck Maia)
http://www.sindegtur.org.br/2006/legislacao.asp

Angélica Monnerat

Angelica Monnerat 2
Parabéns, amigo!
Vc MERECE  todo o sucesso do seu site/blog, porque o faz com seriedade e dedicação!
obrigada pela informações tão úteis que vc propaga, ajudando os colegas a trabalharem de uma forma diferenciada
BRAVO!

Ester Galleguillos
Ester Galleguillos guia

FELIZ DIA DE TURISMO ESPECIALMENTE A PERSONAS QUE COMO  TU  SON  NUESTRAS VOCES EN MOMENTOS DIFICILES, COMO LOS QUE PASAMOS EL AÑO  PASADO LOS GUIAS GRINGOS QUE  CON TU LIDERAZGO Y ACCIONES CONSEGUIMOS UNA EXCELENTE VICTORIA, Y QUEDA DEMOSTRADO QUE NO SE  NECESITAN DE TITULOS PARA PODER  HACER EL BIÉN, CUIDATE MUCHO
BESITOS
ESTER

Ceição Avelino

 Maria Ceição Avelino
AMORE, EU É QUE DEVO AGRADECER, ALIÁS O FAÇO AGORA, IMEDIATAMENTE, COM PRAZER, E AGRADECIDÍSSIMA POR FAZERMOS PARTE DESTE UNIVERSO MÍSTICO QUE É SER GUIA DE TURISMO.
HUG 
ceição

Bruno Casalini

Bruno Casalini
Caro Gerardo
Quero parabenizá-lo por esse dia muito especial para você. Você é o que se chama de "guia de turismo nato" porque se dedicou a esta profissão e com ela teve êxito pessoal. Somente uma pessoa com o "espirito de guia" tem a ideia brilhante de fazer este "site"  que tanto nos ajuda (apesar da maioria, eu inclusive, não manifestamos esta gratidão!!!). Obrigado tambem pelas recomendações via "o guia legal" de trabalhos que fiz.
Gerardo, continue este trabalho que tanto nos ajuda e certamente o maior beneficiado é você mesmo, eu torço por isso.
Saudações, Bruno

Ana Lúcia
A todos nós!! Merecedores de muitas congratulações e festejos sem fim!
Acima de tudo batalhadores incansáveis... dia a dia em busca de trabalho...
Vorazes na absorção de conhecimento e um coração enorme capaz de abrigar todos os nossos turistas!
Merecemos sim! Sem falsa modéstia!!
100000000000000 abços a toooddooosss nós GUIAS DE TURISMO!

Rejane Reis
Você merece! beijos

Marcia Silveira

 Marcia Silveira
Aos amigos e colegas de profissão, desejo a todos muitas felicidades neste nosso dia.
Que possamos realizar nosso trabalho com desenvoltura, dignidade e respeito.

Um abraço a todos.
Márcia Silveira
Cleopatra Scouris
Cleopatra foto

Obrigadíssima e um excelente dia do turista para vc. também.
Bjs
Cleo

Celio Botelho
Caro Gerardo, nosso Guerreiro!
Atraves de O Guia Legal quero transmitir a todos os meus velhos e bons amigos Guias de Turismo e tambén aos novgos, muita felicidade, muito sucesso, muita paz e bastante Ordem de $erviços. Quie Deus ilumine a todos protegendo seus trabalhos e seus caminhos.

Ana Lemos

Ana Lemos 2

OI GERARDO,NAÕ SABIA QUE HAVIA NOSSO DIA,QUE LEGAL!!!
FELIZ DIA DO GUIA PARA VC E MARIANO,E QUE VENHA BONS TRABALHOS !!!!!
BJS

A Caverna do Pão de Açúcar

Curiosidade oculta do atrativo turístico

By Milton Teixeira

clip_image002Todo o Guia de Turismo conhece esse morro, o mais característico da cidade, cantado e decantado mundialmente, com 395 metros de altura, galgados com facilidade pelo bondinho que vai ao seu topo desde 1913, e cujo nome é devido ao fato de os Portugueses acharem-no parecido com as formas de barro onde se colhia o caldo de cana purificado nos engenhos coloniais.

O que poucos talvez saibam é que o Pão de Açúcar também possui uma enorme caverna, aberta por uma falha na rocha gnáissica há, pelo menos, um bilhão de anos, no costão batido pelo oceano Atlântico, fora da barra. Ela é acessível por terra, por um caminho na rocha, depois da pista Cláudio Coutinho, como pelo mar, de caiaque.

Menos gente ainda sabe que até a relativamente pouco tempo ermitões nela residiam.

Desde os anos trinta, nela morou o português Eduardo de Almeida, que contava 58 anos em 1965, vivia da caça e pesca, inteiramente alheio à cidade e sua gente, as quais desconhecia por completo! Em princípios dos anos sessenta dividiu sua caverna com o casal Francisco de Brito e Isidia Maria da Conceição, mais sociáveis, pois vendiam mamão, laranja e banana que plantavam na encosta do morro aos frequentadores da Praia Vermelha.

Todos foram desalojados pelos militares da Fortaleza de São João em 1968 e desde então só os morcegos a tem habitado.

FONTES & FOTO: http://www.urca.net/ - http://www.amabotafogo.org.br/

Pesquisas

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Faculdade de Medicina da UFRJ na Praia Vermelha

Predio demolido deixou ainda um espaço vazio.
Fernando S.V. Martins
A Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro foi criada  por D. João VI, através de Carta Régia assinada em 5 de novembro de 1808.  Denominada Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia foi instalada  no Hospital Militar do Morro do Castelo. Durante a Regência, em 3 de outubro de 1832, foi sancionada a lei que transformava as Academias Médico-Cirúrgicas das cidades do Rio de Janeiro e de Salvador (criada em fevereiro de 1808) em Escolas ou Faculdades de Medicina. Em 1856 a Faculdade de Medicina foi transferida para o prédio do Recolhimento das Órfãs, na Rua Santa Luzia (Centro do Rio de Janeiro), onde permaneceu por quase por quase um século. Em 12 de outubro de 1918 foi inaugurado prédio da Faculdade de Medicina na Praia Vermelha (Urca).
Em 7 de setembro de 1920  foi criada a Universidade do Rio de Janeiro (atual UFRJ), formada pela Faculdade de Medicina, Escola Politécnica e Faculdade de Direito. Em 1937, com a criação da Universidade do Brasil,  passa a ser denominada Faculdade Nacional de Medicina. Em 1973 a Faculdade de Medicina da UFRJ foi transferida da Praia Vermelha para o campus da Cidade Universitária da UFRJ (Ilha do Fundão). O prédio da Faculdade Nacional de Medicina foi demolido em 1975.
Faculdade Nacional de Medicina na Praia Vermelha.
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Fonte: DOYLE MAIA , GB. Biografia de uma Faculdade: História e Estórias da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha,  Ed. Atheneu, São Paulo, 1996.
NOTA: figuram na Internet muitas datas da demolição do prédio, indo as mesmas de 1975 a 1981!
“A velha faculdade Nacional de Medicina pode se ver na foto foi tirada em 1981 a alguns meses depois o governo militar iria derruba-la alegando ameaça a segurança nacional ??!!??” www.rioquepassou.com.br
Pesquisas
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domingo, 9 de maio de 2010

'Duty Free Shop' tem três meses para sair do Aeroporto Internacional do Rio

A loja "Dufry Duty Free Shop" terá o prazo de três meses para deixar a área no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A juíza da 15ª Vara Federal, Marcella Nova Brandão, decretou o novo prazo por causa da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal e pela Infraero, em novembro de 2009, quando a "Dufry" se recusou a assinar um documento (Termo de Ajustamento de Conduta, o TAC) para regularizar a situação da empresa no Aeroporto Internacional Tom Jobim.
Caso a companhia não cumpra a solicitação da Justiça, uma multa diária de R$ 500 mil deverá ser paga. O TAC tinha como objetivo regularizar 25 lojas irregulares no local. O MPF e a Infraero permitiram que os estabelecimentos continuassem no aeroporto por dois anos enquanto uma licitação seria feita, da qual eles poderiam participar. A empresa não quis fazer acordo, mesmo depois de uma audiência na justiça.

Redação SRZD | Rio+ |

terça-feira, 27 de abril de 2010

Orquideas no Jardim Botânico

Exposição de Orquídeas de 30 de abril a 2 de maio


Em sua 22ª edição, a mostra Orquídeas no Jardim destaca as orquídeas da Ilha Grande. A exibição dessas plantas é resultado do projeto “Levantamento das Orquídeas da Ilha Grande”, desenvolvido desde 2009 por sócios da OrquidaRio Orquidófilos Associados em parceria com o Inea/PEIG e sob o patrocínio da San Diego County Orchid Society. Também estarão em exposição dezenas de outras espécies de orquídeas de colecionadores de diferentes estados brasileiros, totalizando quase cinco mil flores.

A programação traz ainda teatro infantil, palestras, um curso e uma oficina de cultivo. Além disso, os orquidários que participam da mostra montarão os já tradicionais stands de vendas de plantas. A exposição é realizada por Antonio Bernardo, patrocinador do Orquidário, e pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e organizada pela OrquidaRio.

A exposição estará aberta à visitação de 30 de abril a 2 de maio, das 8h às 17h. O ingresso para o Jardim Botânico custa R$ 5,00, com entrada franca para crianças até 7 anos e portadores de necessidades especiais (com direito a um acompanhante). Maiores de 60 anos residentes no Brasil ou em outros países que fazem parte do Mercosul pagam meia.

Acessos pelos portões da Rua Jardim Botânico, 920 e 1008 e pela Rua Pacheco Leão, 100.

Fonte: Newsletter Associação Amigos do Jardim Botânico
Foto: Sergio Costa: Orquidea Sophronites%20Cernua

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ocean Air será Avianca

Companhia aérea OceanAir anuncia que passará a se chamar Avianca


Em anúncio feito, nesta segunda-feira, a companhia aérea OceanAir afirmou que passará a se chamar Avianca, marca da empresa colombiana controlada pelo mesmo grupo (Synergy).

O presidente da Avianca no Brasil, José Efromovich, explica que a mudança foi feita mediante contrato de utilização de marca sem remuneração à Avianca. Por causa da mudança da marca, a empresa promete realizar uma grande campanha publicitária a partir do mês que vem, que consumirá aproximadamente R$ 5 milhões.

"O nome que todos conhecem e admiram tem uma história de 90 anos. Um sinônimo de bons serviços, eficiência e pontualidade, que vai nos diferenciar ainda mais das outras companhias", afirmou Efromovich, ao justificar a mudança do nome. No entanto, a razão social da companhia segue como OceanAir Linhas Aéreas.

Junto com este anúncio, a agora Avianca no Brasil reportou a compra de quatro aeronaves Airbus A319, o que elevará a frota da empresa para 18 aviões. As aeronaves vão ampliar a oferta de assentos em 30% e a expectativa da companhia aérea é chegar a uma participação no mercado doméstico próxima a 4% até dezembro.

Redação SRZD Economia 26/04/2010

Reinauguração do Theatro Municipal

Theatro Municipal do Rio reabre no fim de semana com espetáculo 'Carmen'

 Exatamente depois de um ano e meio fechado para a mais completa e minuciosa reforma já realizada em seus cem anos de história, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro reabre as portas, em soft opening, no domingo, com a apresentação inédita no Brasil do balé "Carmen", de Roland Petit. Na véspera, haverá um ensaio aberto para funcionários do Theatro e da obra.

"Carmen é apenas o começo. Estamos esquentando os motores e muitas atrações virão a partir de 27 de maio", comenta a secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes.

A agenda do mês inclui ainda concertos da Dresdner Philharmoniker com Frühbeck de Burgos, Orquestra Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica Brasileira, Oslo Camerata, a apresentação da bailarina de flamenco Eva Yerbabuena antes da reabertura oficial do Theatro.

Serviço:
Soft opening
Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal
Programa: Carmen
Música: Georges Bizet
Coreografia: Roland Petit
Direção do Ballet: Hélio Bejani
Apresentando: Sabrina Brazzo (Carmen), Robert Tewsley (José) e Andrea Volpintesta (José) - convidados - e Claudia Mota (Carmen)
Regência: Silvio Viegas
Dias 2 e 9, às 16h
Dias 5, 7, 8 e 9 de maio às 20h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº - Centro
Preços:
Plateia e balcão nobre - R$ 42
Balcão superior - R$ 30
Galeria - R$ 12
Camarotes (5) - R$ 210
Frisas e camarotes (6) - R$ 252
Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre
Informações: (21) 2332-9191 / 2332-9005
Ticketronic: 21 3344-5500 ou site www.ticketronic.com.br
Redação SRZD Cultura 26/04/2010 - Foto: Gerardo Millone

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mais um espaço público para a cidade!

Batalhão de Polícia Militar Leblon vai ser demolido para construção de Parque
Redação SRZD - Rio+ -20/04/2010

O Batalhão de Polícia Militar do Leblon vai ser demolido para dar lugar ao Parque Bossa Nova. O edital de licitação para as obras vai ser lançado até a primeira semana de maio, de acordo com a Secretaria de Obras. O pedido de demolição de todas construções do local foi publicado no Diário Oficial do Município, desta segunda-feira.

As obras devem durar 18 meses e vão custar cerca de R$ 68 milhões, sendo que 80% serão oriundos do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Banco Interamericano (BID). A contrapartida do estado é de 20% do valor.

O batalhão vai ser mantido no local e vai ganhar novas instalações, mas que devem ocupar apenas 6 mil metros quadrados entre a Rua Capitão César de Andrade e a Avenida Bartolomeu Mitre. Os policiais durante o período de obras vão ser deslocados para contêineres.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

‘Lancha-cadeia’ vai levar turistas

Lancha Tenente Loretti, que serviu ao Presídio da Ilha Grande, será reformada


Uma embarcação centenária que marcou a História da Baía da Ilha Grande está perto de voltar a singrar suas águas — e numa missão muito mais nobre que a original. A lancha Tenente Moretti, construída em 1910, carregou por várias décadas condenados a cumprir pena no temido Instituto Penal Cândido Mendes. Agora, será reformada pela Prefeitura de Angra dos Reis para transportar turistas pelas ilhas paradisíacas. Com o motor parado, ela está ancorada.

A lancha Tenente Moretti carregou por várias décadas condenados a cumprir pena no temido presídio da Ilha Grande
Foto: Reprodução

“É como se a lancha fosse minha filha. Ela tem de retornar ao mar! Tenho certeza de que será de grande utilidade ainda por muitos anos”, atesta Constantino Kocotoz, 76, que está há seis décadas à frente do leme da Tenente Moretti. Ele já perdeu a conta de quantas vezes cruzou a baía. A maioria, garante, foi a serviço da Justiça, com presos trancafiados nos porões da embarcação.

O vice-prefeito de Angra, Essiomar Gomes, garante que a lancha voltará às atividades muito em breve e que, além de fazer passeios pela baía, o barco será muito útil nos nos procedimentos emergenciais.

Reforma há seis anos
Em 2004, o Corpo de Bombeiros gastou R$ 40 mil numa reforma emergencial e usava a Loretti em salvamentos. Agora, a lancha também estará à disposição da prefeitura.

A lancha não apenas serviu de ‘camburão’ para transportar presos. A embarcação também foi fundamental para a construção do presídio, na década de 1930 — quando passou da Marinha de Guerra, que a construiu na Praça Mauá, para o Ministério da Justiça.

Quando o Cândido Mendes estava a pleno vapor, a Tenente Moretti saía diariamente do Cais de Mangaratiba e gastava duas horas e meia numa lenta e nauseante viagem até a Ilha Grande. Era necessário ter estômago forte para não enjoar com o balançar das ondas.

A travessia também era tensa. No porão, onde os presos ficavam, soldados da Polícia Militar armados de fuzis e metralhadoras faziam a escolta. No convés, outros policiais não tiravam os olhos da água, atentos para qualquer aproximação suspeita — havia o temor de haver tentativa de resgate.

‘Tripulação’ ilustre a bordo
Criminosos que aterrorizaram o Rio na primeira metade do século passado, Carne Seca e Madame Satã viajaram várias vezes na Tenente Loretti. Presos políticos, como o escritor Graciliano Ramos, o jornalista Fernando Gabeira e o compositor Carlos Imperial, também cruzaram a Baía da Ilha Grande no porão da lancha rumo ao presídio, no auge da ditadura militar.

Contraventores do jogo do bicho, comerciantes acusados de fraude, taxistas desonestos e até prostitutas — alvo do presidente Dutra — foram outros ‘tripulantes’.

POR BARTOLOMEU BRITO - O Dia Online

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Apresentação do Museu Imperial de Petrópolis

"Coloco este texto inicial do portal na Internet oficial do Museu Imperial.
A apresentação esta muito bem resumida, e tem muito mais dentro do belo site".
http://www.museuimperial.gov.br/portal/
Gerardo Millone - O Guia Legal - 2010

Bem-vindos ao Museu Imperial
O Palácio Imperial de Petrópolis, hoje, MUSEU IMPERIAL, foi a residência predileta do imperador d. Pedro II e cenário dos melhores momentos da vida do monarca, como ele mesmo registrou em correspondências dirigidas a diversos interlocutores. Sua construção, iniciada em 1845, por determinação do jovem imperador e a expensas de sua dotação pessoal, deu origem à cidade de Petrópolis. O projeto original do major e engenheiro germânico Júlio Frederico Koeler, superintendente da Fazenda Imperial, foi seguido, após sua morte, pelos arquitetos Joaquim Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rebelo.

O piso do vestíbulo, em mármore de Carrara e mármore preto originário da Bélgica, foi colocado em 1854, destacando-se ainda os assoalhos e as esquadrias em madeiras de lei, como o jacarandá, o cedro, o pau-cetim, o pau-rosa e o vinhático, procedentes das diversas províncias do Império. Os estuques das salas de jantar, de música, de visitas da Imperatriz, de Estado e do quarto de dormir de Suas Majestades contribuem para dar graça e beleza aos ambientes do Palácio, um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do Brasil.

Já os jardins foram planejados por Jean-Baptiste Binot, com a orientação do próprio imperador, e nele se encontram ainda espécies raras da flora dos cinco continentes.

Ao longo dos 165 anos de sua existência, o Palácio serviu como residência de verão e educandário até se tornar o Museu que admiramos desde 1943 e que, além de abrigar vasto e importante acervo histórico e artístico, é também palco de inúmeros espetáculos, eventos, exposições e atividades voltados para a educação e o entretenimento de 340 mil visitantes ao ano.
Seja bem-vindo ao nosso portal. Navegue e descubra as novidades que preparamos para você.

Museu Imperial: Nosso Museu, Nossa História!

Equipe do Museu Imperial

terça-feira, 6 de abril de 2010

A geologia do Morro do Corcovado

Falamos de "granito", mas devemos falar do "gnaisse"

PORQUE O CORCOVADO TEM ESSE NOME?
O nome de Corcovado vem do formato curvo do morro, que lembra uma "corcunda" ou corcova. Seu cume, onde se destaca a estátua do Cristo Redentor, pode ser avistado desde muito longe tanto por navegantes vindos do mar aberto como do fundo da Baía da Guanabara, da baixada fluminense ou até da região serrana.

QUANDO E COMO SE FORMARAM AS ROCHAS DA ÁREA?
O Corcovado e as montanhas ao redor são formados principalmente por rochas muito duras e antigas, chamadas de gnaisses.

Os gnaisses do Rio de Janeiro se formaram há cerca de 570 milhões de anos atrás. Acontecia então a formação de um enorme continente, chamado Gondwana, formado pela lenta reunião de vários continentes daquela época. O continente Gondwana mais tarde se partiu nos atuais continentes da América do Sul, África, Austrália e Antártida (ver Figura 1).

De modo parecido com o que ocorre atualmente com a cordilheira dos Himalaias, onde a Índia está colidindo contra a Ásia a uma velocidade de cerca de 1 cm/ano, a colisão que formou o Gondwana produziu uma enorme cadeia de montanhas que se estendia desde o Espírito Santo, passando pelo Rio de Janeiro até o Paraná.

QUE TIPOS DE ROCHAS FORMAM O MORRO DO CORCOVADO?
Os gnaisses do Rio de Janeiro são rochas formadas em profundidades maiores que 20 km, sob pressões de pelo menos 7.000 vezes a pressão atmosférica e a temperaturas acima de 600 graus centígrados. Lentamente, ao longo de centenas de milhões de anos, a erosão, isto é, o desgaste e a remoção de materiais, e os movimentos verticais da crosta terrestre trabalharam juntos para trazer estas rochas para a superfície, permitindo a sua observação direta.

Em toda a área do Parque Nacional da Tijuca há três tipos principais de gnaisses. São chamados pelos geólogos de gnaisse kinzigítico, gnaisse facoidal e gnaisse leptinítico. Veja na ilustração no centro deste painel onde encontrar e como identificar estes diferentes tipos de rochas da área do Corcovado.

Por ser uma rocha dura, difícil de ser desgastada pela chuva, vento etc., o Gnaisse Facoidal destaca-se comoa parte mais alta do morro do Corcovado, assim como a maioria dos paredões rochosos da cidade do Rio de Janeiro. Este gnaisse foi, desde o século XVI, o preferido na construção de fortificações, monumentos e residências.

PORQUE O MORRO DO CORCOVADO TEM ESTA FORMA PROEMINENTE?

O grande naturalista Alberto Ribeiro Lamego sugeriu em 1936 que "As escarpas do Rio de Janeiro" resultaram da erosão ao longo de zonas fraturadas e trituradas dos gnaisses (que são planos de fraqueza da rocha), durante movimentações ocorridas desde há aproximadamente 130 milhões de anos. Esta foi a época em que o continente Gondwana se quebrou em vários continentes menores.

Esta separação iniciou-se com a abertura de um vale ao longo do contorno entre o Brasil e a África. Sedimentos ricos em matéria orgânica foram depositados em antigos lagos deste grande vale e se tornaram as principais rochas geradoras de petróleo e gás do nosso litoral. A contínua separação da África e América do Sul causou o progressivo alargamento do outrora estreito oceano até formar o vasto oceano Atlântico, que ainda hoje se expande à velocidade de alguns centímetros por ano.

Outros tipos de rocha que merecem destaque são as brechas, que são rochas formadas pela trituração dos gnaisses e granitos, quando um bloco de rocha se desloca em relação a um outro (formando falhas geológicas). A erosão ao longo das linhas de brechas da área do Corcovado formou as nascentes do Rio Carioca. Este curso d'água, muito ligado à identidade cultural do Rio de Janeiro, nasce no alto do Maciço do Corcovado e desemboca na Praia do Flamengo. Durante o século XIX este rio abasteceu com suas águas cristalinas a cidade do Rio de Janeiro, por meio deum complexo de canais e aquedutos, como os Arcos da Lapa. Para garantir que nunca faltasse água, o imperador D. Pedro II mandou executar em 1860 um pioneiro projeto de reflorestamento que transformou estas montanhas, outrora desmatadas pelo cultivo do café, na exuberante floresta tropical que vemos hoje no Parque Nacional da Tijuca.


Gnaisse leptinítico - rocha esbranquiçada com minúsculos
cristais vítreos e vermelhos do mineral denominado granada e
finas palhetas pretas do mineral Biotita.
Brechas - formadas pela trituração dos gnaisses e granitos ao longo de zonas de falhas. Tem coloração creme alareanjada e forma superficies irregulares muito apreciadas pelos alpinistas pois facilitam o apóio de mãos e pés.
Gnaisse Facoidal: a rocha mais representativa da Zona Sul do Rio de Janeiro, caracterizada por grandes cristais de feldespato (mineral rosado e amarelado) em forma de olhos.
Gnaisse Kinzigítico: rocha escura rica em biotita, mineral que se apresenta como placas pretas brilhantes. Tem cristais de granada rósea e veios brancos de quartzo e feldespato.

fonte:http://www.drm.rj.gov.br/item.asp?chave=152

domingo, 4 de abril de 2010

O que é Bluetooth?

Comunicação sem fio com até dez metros de alcance.
Enviado pela Agente Luciana Belfort (G.B.Internacional)
Em 1994, a Ericsson começou a analisar uma interface de rádio que tivesse baixo consumo e baixo custo. O objetivo era desenvolver uma tecnologia para ligar telefones móveis e os seus acessórios sem utilizar fios. Em 1998, depois da Ericsson já ter chegado à conclusão de que o potencial para dispositivos que usem ligações de rádio de curto alcance era praticamente ilimitado, os grandes a IBM, a Nokia, a Toshiba e a Intel se uniram e formaram o chamado Bluetooth Special Interest Group com o objetivo de conduzir e desenvolver a tecnologia sem fios.
O consórcio Bluetooth cresceu incrivelmente em poucos anos e já conta com a participação de mais de 2000 empresas, dentre elas HP, 3Com, Philips, Motorola, Samsung, Siemens, Dell, Sony... Isso permitiu uma ampla divulgação da tecnologia em todo o mundo.
O nome Bluetooth foi escolhido em homenagem ao rei da Dinamarca Harald Blatand, que era conhecido como Harald Bluetooth. Esse apelido lhe foi dado por ele possuir uma coloração azulada em seus dentes. O apelido foi usado para esta tecnologia pelo fato de Harald Bluetooth ter ficado conhecido como unificador da Dinamarca, logo o significado de Bluetooth é unificação.
A tecnologia Bluetooh é, basicamente, um padrão para comunicação sem-fio de baixo custo e de curto alcance. Através dele permite-se a comunicação sem fio entre aparelhos eletrônicos que podem ser telefones celulares, Palmtops, computadores, scanners, impressoras, equipamentos de escritório, enfim, qualquer aparelho que possua um chip Bluetooth. Esta comunicação realiza-se através de ondas de rádio na freqüência de 2.4 GHz, que não necessita licença e está disponível em quase todo o mundo.
Em relação à sua velocidade pode chegar a 721 Kbps e possui três canais de voz.
As desvantagens desta tecnologia são o seu raio de alcance, 10 metros e o número máximo de dispositivos que podem se conectar ao mesmo tempo
J. Carvalho - 3/6/2004

sábado, 3 de abril de 2010

Avenida Rio Branco vai ser fechada em junho para teste do projeto de parque

Projeto de transformação da Avenida Rio Branco em um grande parque urbano para pedestres.

O projeto do parque, de dois milhões de metros quadrados, começa a deixar o papel em junho, quando o local será fechado para testar a reorganização do trânsito. O trajeto das 115 linhas de ônibus que circulam pela via atualmente terá que ser redistribuído, como mostra reportagem do jornal "O Globo", deste sábado.

O desembarque dos coletivos deve acontecer em duas estações de transferência perto da Praça Tiradentes e do Terminal Misericórdia, na Praça Quinze. Além disso, outras linhas vão fazer ponto final nos terminais Américo Fontenelle e Procópio Ferreira, na Central do Brasil. De acordo com o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, a meta é reduzir em 50% o número de ônibus que passam pela avenida, cerca de 1.800 veículos, atualmente.

O projeto do parque foi anunciado no ano passado. Além da alteração do itinerário dos ônibus, os pontos de táxi também serão redistribuídos. No parque urbano, em uma área delimitada pelas avenidas Presidente Vargas, Beira-Mar, Passos, República do Paraguai, Presidente Antônio Carlos e pela Rua Primeiro de Março, apenas vão poder trafegar ônibus elétricos ou movidos a gás natural, em seis linhas especiais gratuitas que serão criadas.
Redação SRZD Rio+ 03/04/2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Começaram as Obras no Predio Dom João VI na Praça Maua.

Rio de Janeiro/RJ –Centro, Praça Mauá, 10 (12/2012)

Pinacoteca Escola do Olhar
Ex Palacete Dom João VI ;pé direito de 5 metros;4 andares
Revitalização da Zona Portuária

Histórico
1912 Término da Construção
Ex Sede da Fundação Portus
2000 Tombado
2004 Compra pelo Banco Santos: Sede Carioca / 2005 Em liquidação
2007 Sub-Judice em estado de abandono sendo pilhado por saúvas urbanas
27/08/2007 Abraço de protesto pelo abandono (iniciativa: www.sirkis.com.br)
05/2009 em projeto de restauração para funcionar como a pinacoteca
06/2009 Desapropriado pela Prefeitura
Projeto de restauração: R$ 40 milhões(Apoio Fundação Roberto Marinho)
(Foto Gerardo Millone - 1/4/2010) 





Obras
Anexo a ser interligado por ponte envidraçada: ex Policia Civil
-Auditório
-Cafeteria
-Galerias
-Livraria
-Midiateca
-Restaurante
-Salas de Aula
-Terraço panorâmico
-Teleférico Ponto a Ponto (cabine para 4 pessoas) interligando o terraço do anexo ao Morro da Conceição; Fortaleza da Conceição; Pedra do Sal; Observatório de Valongo e Igreja de São Francisco da Prainha.
Previsão de termino: 12/2012

fonte:http://www.memoriabravobrasil.com.br/News%20RJ.htm

Cristo Redentor, IG publicou fotos e conta sobre as obras.

Cristo Redentor, castigado por raios, passa por ampla reforma

IG acompanha com exclusividade obras de restauração do monumento situado no topo do morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca
Cinquenta operários trabalham, diariamente, a cerca de 750 metros do nível do mar. Aos olhos – e até nos olhos - do Cristo Redentor. Responsáveis pela mais completa restauração pela qual a estátua já passou em seus 78 anos, eles circulam pelos 38 metros de andaimes das oito da manhã às cinco da tarde, quando começa a cair a visibilidade.
 Sob autorização da Igreja Católica, gestora do monumento, a reportagem do iG teve acesso à obra e acompanhou, por algumas horas, o minucioso trabalho dos arquitetos, engenheiros e restauradores. Lá embaixo, os turistas não disfarçam uma certa decepção. “É uma pena que o Cristo esteja coberto, mas vai ficar ainda mais bonito”, acredita a inglesa Iren Maddon. “Prometo voltar quando estiver pronto”, continua.
Orçada em 7 milhões de reais, pagos pela Vale, a obra não vai interromper as visitas turísticas. A estátua, no entanto, está sendo coberta por uma película semitransparente para garantir a segurança dos visitantes. O Cristo Redentor recebe 1,8 milhão de turistas a cada ano. A previsão de conclusão das obras é para o começo de junho.
Daniel Petzel é o supervisor das obras e ajudou a selecionar os operários. Requisito básico: não ter medo de altura. Lidar com o vento forte e as nuvens baixas também requerem cuidado. A recomendação é que, a cada nuvem que se aproxima, quando a visibilidade fica difícil, o trabalhador fique parado esperando que ela se dissipe. “Não há um que reclame de trabalhar tendo uma vista como esta”, diz Daniel, que tem, entre seus comandados, um argentino. “Até ele se derrete em elogios pelo Rio”, brinca o supervisor.

A previsão de conclusão das obras é para começo de junho

70 toneladas de equipamentos
A maior dificuldade da obra, segundo os coordenadores, é levar até o alto mais de 70 toneladas de material por meio do parque da floresta da Tijuca.
Segundo o arquiteto Diogo Caprio, os trabalhos estão divididos em três etapas. “Primeiro fizemos um mapeamento de danos, registrando principalmente as áreas atingidas pelos raios. Agora vamos começar a limpeza a vapor de toda a escultura. A troca de tecelas, que são as pedras que formam o mosaico de revestimento, ficarão para o fim”, explica Caprio.
As pedras, de pedra-sabão, vêm de Ouro Preto, Minas Gerais, da mesma fonte de origem das originais. A limpeza é feita com uma substância química que não altera a cor um pouco azulada das tecelas, hoje acinzentadas devido à ação da erosão e sujeira.
São cerca de 70 toneladas de equipamentos para a reforma completa
Do Cristo, é possível ver boa parte da zona Sul, incluindo a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Pão de Açucar, o Jardim Botânico e a praia de Ipanema. Do lado oposto, o Maracanã, na zona Norte, e a ponte Rio-Niterói completam o visual.

O Cristo por dentro
Por dentro do Cristo, vários lances de escada levam os operários até a altura do peito da estátua, onde há um coração em alto relevo, assim como do lado de fora. Após vencer mais de 500 degraus, é possível chegar em uma parte onde uma infiltração começava a surgir.
 “Uma abertura na cabeça da estátua estava permitindo que a água da chuva entrasse nela. Vamos estudar a melhor maneira de corrigir esta falha”, diz Caprio. O interior da estátua não é aberto à visitação pública. “Ver Cristo por dentro não é para todos”, brinca um operário.

01/04 - Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro - Fotos: Claudia Dantas

Veia mais fotos:
http://ultimosegundo.ig.com.br///fotoshow/2010/04/01/restauracao_do_cristo_redentor_680890.html

Museu do Bondinho em construção na Urca

Museu Multimédia contará a história do Teleférico.

Estamos construindo neste espaço o Museu do Bondinho, que irá contar, de forma divertida e lúdica, a construção do teleférico, sua história contextualizada com a historia do Rio de Janeiro e do Brasil, os principais fatos ocorridos, as programações culturais do Morro da Urca e etc. Teremos diversos depoimentos, vídeos e exposição de acervo cujo ponto alto é o maquinário antigo todo remodelado.
Como a área é pequena, o museu se utilizará de multi mídia interativa e acreditamos, será um grande sucesso.
A previsão de inauguração é para o segundo semestre de 2010.
Em breve enviaremos o release sobre esta obra.
Um grande abraço
Maria Ercilia Leite de Castro
Diretora Geral
C.C.A.P.A.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Operações de embarque no Aeroporto do Galeão mudam dia 6

JB Online-31/03/2010
A administração do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro informa que, a partir do próximo dia 6, as operações de embarque doméstico do Terminal de Passageiros 1 serão realizadas pelo setor de embarque B.
Nesta mesma data, o setor de embarque doméstico A entrará em obras de revitalização e modernização.
Enviado pela Guia Angêlica Monnerat

domingo, 28 de março de 2010

O Censo da Mata Atlântica

O lvro "Plantas da Floresta Atlântica" censou as espécies existentes até hoje
Marcelo Gigliotti, Jornal do Brasil - JB on line 25/03/2010

Quem mora no Rio de Janeiro convive com ela todo dia. Cobrindo os maciços, adornando o Corcovado, marcando presença e enchendo de vida toda a cidade. Porém, a Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do planeta, e uma dádiva para o carioca, perdeu 89% por cento de sua cobertura original. Mesmo no Rio, são poucos os remanescentes virgens desta riqueza, uma vez que boa parte dela, como a Floresta da Tijuca, foi devastada e depois reflorestada. Esta situação levou cerca de 200 cientistas de todo o país a se mobilizarem para sua preservação. E o primeiro passo foi dado com a elaboração de um censo das espécies vegetais, o livro Plantas da Floresta Atlântica.

No Rio de Janeiro há remanescentes de Floresta Atlântica original nas encostas entre o Jardim Botânico e a Vista Chinesa, no Maciço da Pedra Branca, na Área de Proteção Ambiental de Gericinó-Mendanha e na Ilha da Marambaia, segundo o pesquisador Marcus Nadruz, do Jardim Botânico, um dos autores do livro.

Nada menos do que 15.782 espécies vegetais foram catalogadas no livro, um trabalho pioneiro, que reuniu informações que estavam dispersas em diversas instituições científicas. Este volume de plantas representa 5% da flora mundial.
 – Um dos aspetos importantes deste levantamento é a constatação que 45% das espécies listadas (7.155) são endêmicas, isto é, só ocorrem na Mata Atlântica. Isto mostra a nossa responsabilidade com a própria humanidade em preservar este ecossistema – diz um dos editores do livro, o pesquisador João Renato Stehmann, da Universidade Federal de Minas Gerais, que junto com o Jardim Botânico do Rio produziu a obra.
Segundo ele, a Mata Atlântica é um dos cinco hotspots do mundo. O termo indica ecossistemas que concentram mais espécies endêmicas e que tiveram mais de 75% de sua área devastada.
– É um conceito que une biodiversidade, endemismo e ameaça de extinção – explica o pesquisador.

Os hotspots são considerados áreas prioritária para conservação, ecossistemas que precisam ser estudados o quanto antes pela sua fragilidade.
– Para esta preservação, há três etapas. A primeira é conhecer quais espécies ocorrem. A segunda é avaliar o estado de conservação e a quantidade delas. E a terceira é traçar metas para diminuir o grau de ameaça – diz o cientista.
E este esforço é uma corrida contra o tempo. A Mata Atlântica surpreende os próprios cientistas. A cada semana, uma nova espécie é descoberta. Além disso, determinadas espécies ocorrem em locais restritos. Ou seja, podem sumir com a ocupação urbana, ou com o desmate para outro fim, sem que sejam sequer conhecidas pela ciência.
Nesta luta pela natureza, há outras frentes de combate. Uma delas é fazer o governo federal declarar as espécies como ameaçadas de extinção. Com este status oficial, elas ficam sob proteção da lei.
– A comunidade científica tem feito pressão para que a lista de espécies ameaçadas seja ampliada. Hoje, oficialmente, há 238 espécies ameaçadas. Mas, para os cientistas, o número chega a 727. E o pior é que a lista oficial se baseia em dados de 2005. De lá para cá, 300 espécies foram descobertas – diz o pesquisador.

Com o livro Plantas da Floresta Atlântica, um calhamaço de 516 páginas, os cientistas esperam dar informações preciosas para os trabalhos de reflorestamento.
– A ciência pode orientar na produção de mudas; na escolha de espécies para reflorestamento adequadas para cada área; e também na indicação de locais para replantio – diz João Renato.

Se a Mata Atlântica, junto com o ser humano, vai superar estes desafios, só o tempo dirá. Segundo o pesquisador, áreas que já foram degradadas levarão pelo menos 300 anos para serem reconstituídas em sua plenitude. Espera-se que as futuras gerações colham estes frutos.

Brasil lidera desmatamento
Relatório de Avaliação Global de Recursos Florestais 2010, da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado quinta-feira, mostra que o Brasil, apesar de ter diminuído a área desmatada, continua em primeiro lugar no ranking do desmatamento no mundo.
Entre 1990 e 2000, houve uma redução significativa na perda de florestas brasileiras. Na última década, o país passou de 2,9 milhões de hectares anuais desmatados para 2,6 milhões nos anos 2000, segundo a ONU.
No mundo, nos últimos dez anos, 13 milhões de hectares anuais de florestas nativas foram transformadas em terras agrícolas ou destruídas por causas naturais, o que mostra uma redução em relação à década de 1990 quando foi registrada uma perda de 16 milhões de hectares.
A América do Sul e a África tiveram as maiores perdas anuais de áreas verdes no período entre 2000 e 2010, registrando 4 e 3,4 milhões de hectares, respectivamente. A Oceania também teve uma grande perda de florestas, mas por um motivo bem diferente, devido à grande seca que atinge a Austrália desde 2000.
Por outro lado, a Ásia ganhou 2,2 milhões de hectares ao ano na última década em função das ações de reflorestamentamento em grande escala na China, Índia e no Vietnã, aumentando sua superfície florestal em cerca de 4 milhões de hectares anuais nos últimos cinco anos.
Nos Estados Unidos e na América Central, a superfície florestal permaneceu estável. Na Europa, houve crescimento da área verde.
– Os países devem intensificar seus esforços para melhorar a conservação – disse o diretor-geral adjunto do departamento florestal da FAO, Eduardo Rojas. (Das agências)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Brasil pode devolver canhão da época da Guerra do Paraguai

Após 140 anos, ainda falta resolver uma batalha da guerra do Brasil contra o Paraguai. A devolução de um canhão é polêmica.

25/03/10 - BOM DIA BRASIL
No pátio dos canhões no Museu Histórico Nacional, ele se destaca. É uma arma de guerra de 12 toneladas. É "El cristiano". Em português, o cristão. O nome vem do material usado para fabricá-lo: o metal dos sinos das igrejas de Assunção, a capital paraguaia.
Foi a matéria-prima que nosso vizinho encontrou para tentar compensar a falta de armamento pesado no conflito que ficou conhecido como a Guerra do Paraguai. Entre 1864 e 1870, o país enfrentou sozinho Brasil, Argentina e Uruguai.
Segundo historiadores, durante dois anos o canhão ajudou a conter o avanço das tropas brasileiras sobre a capital paraguaia. Para entender por que, basta olhar a placa de aço de 10 centímetros de espessura que fazia parte de um dos navios da nossa Marinha. Ficaram algumas marcas do poder de fogo de “El cristiano”.
O canhão acabou sendo tomado por soldados numa batalha que foi decisiva na derrota paraguaia. Virou troféu de guerra, exposto no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. E 140 anos depois do fim do conflito, “El cristiano” volta ao centro de uma nova batalha.
Depois de um pedido do governo paraguaio, o Brasil pode devolver o canhão aos verdadeiros donos. Historiadores e técnicos do próprio museu alegam que a peça faz parte de um acervo tombado e que mandá-lo de volta é uma afronta à memória de quem lutou na guerra.
“Nenhum país devolve seus troféus de guerra. Foi o sangue dos brasileiros que o cimentou no solo”, diz o historiador Milton Teixeira.
“Não resta dúvida que é um troféu de guerra. Se devemos manter troféus de guerra entre nações amigas, deve ser discutido”, aponta Carlos Fernando Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O Paraguai também quer a devolução de outros troféus, como arquivos militares do país que estão no Brasil. Será que tantos conflitos de interesses vão deixar os envolvidos em pé de guerra?
Apesar dos protestos de técnicos e historiadores, o Ministério da Cultura confirmou que o "El cristiano" será devolvido para o Paraguai, mas ainda não há data para a devolução. O governo estuda uma forma legal de fazer essa transferência, já que é necessário o destombamento do canhão, que só pode ser feito pelo próprio presidente Lula. Até lá ainda deve ter muita discussão.

Enviado pela Guia Marcia Silveira.