terça-feira, 2 de maio de 2017

SOBRE DOMITILA, D. PEDRO I, e o filme “EMBRUJO” ou "A MARQUESA DE SANTOS".

O Guia Legal achou uma curiosidade única sobre filmes que contam a história do Brasil. A primeira vez que aparece como personagem no cinema a Marquesa de Santos, Domitila de Castro e Melo, será em filme brasileiro mudo de 1917, “O Grito de Ipiranga”. Mas o primeiro grande retrato desta paixão, foi descoberto para as telas pelo diretor argentino Enrique Susini. Argentina se destacou na década de 1940 como importante produtor de cinema de exportação, com grandes estúdios e apurados figurinos. O filme foi muito bem recebido em Brasil e depois em Portugal. Não achei o filme na Internet, só algumas fotografias. Pelo sucesso deste filme, o Brasil começou um projeto de outro com roteiro de nada mais e nada menos que o escritor Stefan Sweig, que chegou a trabalhar alguns meses em Petrópolis, mas o suicídio chegou antes que o fim deste trabalho.
Na época se falou de “simpatia” dos argentinos com a história brasileira, e até de oportunismo de abrir mercado para exportar cinema a Brasil. Pelo que conheço de Cinema Argentino aposto que o motivo da escolha foi a boa procura por histórias apaixonantes não exploradas por outros. Como exemplo temos alguns filmes argentinos famosos desses anos que foram produções que pouco tinham de invejar a Hollywood: “Os três mosqueteiros”, “O Conde de Montecristo”, a incrível “La Dama Duende” (de Calderón de la Barca) e as mais intimistas “O Primo Basílio” (Eça de Queiros) e até “Casa de Bonecas” (Ibsen!!).
Como não se deixar seduzir por um affaire proibido entre um imperador e uma cortesã!!!!!
E história verídica, por demais!

GERARDO MILLONE – O GUIA LEGAL

George Rigaud foi D. Pedro I, Amery Darbon Leopoldina

George Rigaud como D. Pedro I, Alicia Barrié a Marquea de Santos

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O filme
Embrujo es una película de Argentina en blanco y negro dirigida por EnriqueTelémaco Susini según su propio guion escrito en colaboración con Pedro Miguel Obligado que se estrenó el 18 de junio de 1941 y que tuvo como protagonistas a Georges Rigaud, Alicia BarriéSantiago Gómez CouJorge Salcedo y Pepita Serrador.

Sinopsis

Los amores del emperador Pedro I de Brasil, luego de la independencia del país, con Domitila de Castro, Marquesa de Santos.

Comentarios da Critica

Manrupe y Portela comentan sobre el filme:
"Sorprendente aproximación a un episodio de la historia y la leyenda de Brasil. Una superproducción pionera en la utilización de un tema histórico extranjero. Fastuosa y ajena, fue exhibida en Brasil con doblaje al portugués"
En su momento el diario La Nación dijo en su crónica:
"Unos amores célebres en una película local ...Espectáculo atrayente por su visualidad y colorido y de tono mutable y ágil, circunspecto en su dignidad y no la historia dramática de rojo color y humana vibración pasionales a que debería invitar también el asunto...Un cuadro veraz...tomado a grandes rasgos y sin agudezas de la faz espiritual, a partir del grito de Ipiranga"

 FONTE:  Wikipedia:

http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=348970_04&pagfis=5204&url=http://memoria.bn.br/docreader#
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SOBRE O FILME “EMBRUJO” ou “A MARQUESA DE SANTOS”
Em dezembro de 1941 chegava ao Brasil o filme argentino EMBRUJO que aqui estreou como “A Marquesa de Santos”. Enrique Susini dirigiu e fez o argumento da película. A família do Pablo Setúbal considerou a obra um plágio do livro e levou o caso à Justiça, que suspendeu a exibição do filme. Solucionada a pendência, este foi liberado para a apresentação em todo o Brasil no ano seguinte. O célebre cantor cubano Bola de Nieve representou um criado do Chalaça. Em uma das cenas, aparece numa taberna paulista do século XIX, cantando em ritmo afro-cubano. Em Portugal o filme foi lançado em 1944, com o pomposo nome “O grande amor de d. Pedro de Bragança”.
Fonte: Livro “A verdadeira história da Marquesa de Santos”, de Paulo Rezzutti

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ENRIQUE TELÉMACO SUSINI
Nacimiento: 
Gualeguay, Entre Ríos, Argentina
Muerte:                    
Ciudad de Buenos Aires, Argentina


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Embrujo
Embrujo
Ficha técnica
·         Enrique Telémaco Susini
Ricardo J. Conord
Francisco Guglielmino (decoración del escenario)
Santaliestra y Francisco Guglielmino (realización de decorados)
Datos y cifras
País(es)
Argentina
1941
Duración
100 min.
Idioma(s)
Productora
Ficha en IMDb

GERARDO MILLONE

PESQUISAS
 2017

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Nicolina Vaz de Assis, escultora do Brasil.

Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (Campinas1874 -- Rio de Janeiro1941) foi uma escultora brasileira.

Eliseu Visconti - Retrato da escultora Nicolina Vaz de Assis - Acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro
Iniciou seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde ingressou em 1897, e teve como mestre Rodolfo Bernardelli.
Conquistou uma bolsa de estudos junto ao Pensionato Artístico do Estado de São Paulo o que lhe permitiu viajar para Paris e ali permanecer de 1904 a 1907 em contínuo trabalho de aperfeiçoamento de sua arte. Ingressou na Academia Julian onde recebeu aulas de Falquieres, Puech, Maeder e Sueve.
No período em que esteve na França, teve seus trabalhos aceitos noSalon de Paris. E no Brasil participou com assiduidade dos salões organizados pela Escola Nacional de Belas Artes entre 1899 e 1935. Em 1911 casou-se com o escultor português Rodolfo Pinto do Couto.
Em 1950, a direção do Museu Nacional de Belas Artes fez realizar em homenagem à ilustre escultora uma exposição póstuma de suas obras.
Bibliografia
·         PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro; Civilização Brasileira, 1968.
Fonte: wikipedia

DO BLOG “AS HISTORIAS DOS MONUMENTOS DO RIO”
Em 1910, com a reforma da Quinta da Boa Vista promovida pelo prefeito Serzedello Corrêa, Nicolina passou a ser a escultora oficial do Ministério da Viação e Obras Públicas. Para o parque, executou os bustos em bronze de Nilo Peçanha e de Grandjean de Montigny, hoje na Casa França Brasil. O busto do paisagista do parque, Auguste Glaziou, ela executou em mármore de Carrara. Nicolina realizou também dois conjuntos: um em mármore, chamado de “Canto das Sereias”, e outro em bronze, chamado “Serpente”. Essas obras são o maior legado público deixado pela escultora na cidade.


 Busto do August Glaziou

O conjunto “Canto das Sereias” é um bloco de mármore maciço no qual a artista esculpiu um homem caído sobre um rochedo entre várias sereias, sendo que uma delas se volta para ele e o segura pelos braços, como se ele estivesse desacordado pelo som da música entoado por elas.
                               

A “Serpente”, erigida com perfeição na execução de sua pele, parece emergir do lago. Originariamente, era um chafariz que jorrava água alto.

   



pesquisas

segunda-feira, 24 de junho de 2013

ARARIBOIA


Araribóia


No atual estado do Rio de Janeiro, há a Ilha do Governador, situada na Baía de Guanabara. No século XVI, vivia na ilha um grupo tupi da tribo Temiminó chefiada por Araribóia.

A tribo vivia às margens da Baía de Guanabara, e ali conseguiam e defender dos ataques das tribos inimigas, entre elas a tribo dos Tamoios. A tribo dos Tamoios era mais populosa , possuía mais de 70 mil índios em toda a Baía de Guanabara e na atual Bertioga, São Paulo.

Enquanto que a tribo de Arariboia (Temiminó) só possuía 8 mil indígenas. Naquele tempo, a Ilha do Governador era referida pelos índios como ilha de Paranapuã. A tribo dos Tamoios era liderada por Cunhambebe, e se aliaram aos franceses que pretendia fundar a França-Antártida.

A tribo dos Cunhambebe, em 1555, ajudou os franceses a dominar os portugueses e os temiminó  e toda a Capitania do Rio de Janeiro.

Os temiminó se exilaram em terras capixabas, muitos relatos atestam a liderança de Arariboia na tribo antes da invasão francesa, afirmando a  liderança de Araribóia na tribo seria assumida no Espírito Santo, a partir de 1562.

Araribóia se aliou aos portugueses como forma de adquirir proteção e liberdade a sua tribo, os Temiminó  estariam livres da escravidão e do extermínio colonial. Na costa capixaba, os Temiminó  ajudaram os portugueses contra outras tribos inimigas e piratas que tentavam saquear o território da colônia.

Em 1564, Araribóia se aliou Estácio de Sá a lutar contra os franceses que haviam invadido o Rio de Janeiro. Embarcou com sua tribo rumo ao Rio com o propósito de se estabelecer contra os Tamoios, segundo relatos do padre José de Anchieta.

Fernando Rebouças

FONTE: http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1967

“Acompanhava a frota um índio, de nome Arary-boia – que ficou registrado na história do tempo como Martim Afonso Araribóia – e que era amigo dos portugueses desde a época em que a terra de Piratininga fora desbravada. Agora, fizera companhia a Estácio para o ajudar a estabelecer-se na terra dos Tamoios”.

Depois de várias lutas, em 1565, os portugueses e a tribo Temiminó expulsaram os franceses do Rio de Janeiro e venceram a tribo dos tamoios. Em 1568, Araribóia recebeu o direito a escolher uma porção de terras situadas no outro lado da Baía de Guanabara para estabelecer sua nova tribo. Recebendo em sesmaria, Araribóia fundou a aldeia de São Lourenço, que viria a ser o embrião da atual cidade de Niterói, estado do Rio, criada em 1573.

Niterói, no idioma indígena, significa “águas escondidas” . Araribóia foi batizado com o nome cristão de Martim Afonso de Sousa, recebeu o Hábito de Cavaleiro da Ordem de Cristo e foi beneficiado com uma pensão de 12 mil reis. Tornou-se capitão-mor da aldeia de São Lourenço.

Antes de falecer, Araribóia teve esposas e filhos, e seu cargo de capitão-mor foi herdado pelos seus descendentes. No século XIX, as aldeias indígenas de Niterói foram extintas e os índios incluídos na cidade como cidadãos.

FONTE: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/martim-afonso-arariboiacobra

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

VAMOS PROTOCOLAR!

O GUIA LEGAL propõe aos Guias uma muito fácil maneira de PROTOCOLAR documentos

na TURISRIO denunciando as irregularidades que vemos no dia a dia do nosso trabalho.

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1. DEPOIS DE ASSITIR A UMA SITUAÇÃO IRREGULAR, O GUIA PODE REGISTRAR LUGAR, HORÁRIO, ASSUNTO E NO POSSÍVEL, NOME DO GUIA OU EMPRESA ILEGAL.


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2. O GUIA ESCREVE O QUE ACONTECEU NO COMPUTADOR, TABLET, TELEFONE OU NUMA FOLHA DE PAPEL. ENVIA POR E-MAIL (nos dois primeiros casos) PARA VÁRIOS E-MAILS QUE RECEBERÃO A MENSAGEM AO MESMO TEMPO.

TURISRIO: turisrio@turisrio.rj.gov.br

RONALD AZARO: ronaldazaro@setur.rj.gov.br (Diretor da TURISRIO)

SERGIO BRAUNE: braune@turismo.gov.br (Chefe Gabinete Ministro Turismo)

SETUR: setur@rio.rj.gov.br

MARCO PAES: marcopaes@turisrio.rj.gov.br (Diretor de Operações)

DIVA ORECHIO diva@turisrio.rj.gov.br (Coordenadora)

IMPORTANTE: Copia para oguialegal@gmail.com para ser PROTOCOLADO.

Copia para o SINDEGTUR sindegtur@sindegtur.org.br


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3. UMA OPÇÃO É IR ATÉ A TURISRIO E PROTOCOLAR NO 6º ANDAR O DOCUMENTO ORIGINAL FICANDO O GUIA COM COPIA CARIMBADA ELETRONICAMENTE.


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4. OUTRA OPÇÃO E ENVIAR AO E-MAIL oguialegal@gmail.com SOLICITANDO A PROTOCOLAÇÃO DO DOCUMENTO.

NESSE CASO, EM BREVE, O GUIA RECEBERÁ COPIA DO DOCUMENTO COM O CARIMBO ELETRONICO DA TURISRIO.


GERARDO MILLONE

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www.oguialegal.com

# Agradeço a MARCELO REZENDE, presidente do SINDEGTUR/RJ, pelo envio dos emails necessários.


ENVIO AQUI MAIS INFORMAÇÕES DESTA PROPOSTA:

O QUE É, E COMO  PROTOCOLAR?

As palavras PROTO e COLO veem do grego "primeiro" e "cola", respectivamente, e significam exatamente isso: primeira cola. Pode parecer engraçado falando assim, mas era essa a ideia que os gregos antigos tinham de um documento que visava defendê-los ou exigir algum benefício do governo de então. Em outras palavras, eles lançavam a ideia: davam entrada no documento. Se colasse, colou. Ou seja, se o governo concordasse, a coisa ia em frente. Seria mais ou menos como pensar "o máximo que vou ouvir é um não". Então, por mais absurda que parece essa explicação, a tradução de protocolo é primeira cola, primeira entrada, primeira tentativa, pelos motivos que eu citei acima.

No nosso caso, temos muito para PROTOCOLAR na Turisrio, e quanto mais protocolemos mais possibilidade de resposta teremos.

Falta de infraestrutura, demora na entrega das carteiras, trabalho pirata, e, sobretudo, falta de FISCALIZAÇÃO.

Cada documento a ser protocolado tem que ser único e original da pessoa que o envia. Até falando do mesmo assunto, a escrita, expressões e conteúdo tem que nascer de quem escreve, “com as suas próprias palavras escritas”.

A operação é fácil, uma pessoa escreve o documento, faz uma copia, envia por email a TURISRIO: turisrio@turisrio.rj.gov.br, RONALD AZARO: ronaldazaro@setur.rj.gov.br (Diretor da TURISRIO), SERGIO BRAUNE: braune@turismo.gov.br (Chefe Gabinete Ministro Turismo), SETUR: setur@rio.rj.gov.br, MARCO PAES: marcopaes@turisrio.rj.gov.br (Diretor de Operações), DIVA ORICHIO diva@turisrio.rj.gov.br (Coordenadora),e a ronaldazaro@turisrio.rj.com.br , e depois leva original e copia até a TURISRIO pedindo protocolar original e copia, ficando quem protocola com a copia e a TURISRIO fica com o original.

Infelizmente, muitos guias ocupados pelo trabalho ou família e morando longe do centro, não podem ir até a TURISRIO para fazer este simples tramite.

É por isso que O GUIA LEGAL convida aos Guias a que uma vez enviado por e-mail  a TURISRIO, enviem uma copia do documento para o e-mail oguialegal@gmail.com , já que uma vez por semana irei a TURISRIO a protocolar o mesmo, enviando depois copia carimbada ao Guia. Seria muito bom que enviem também copia para o Sindicato de Guias de turismo do Rio de Janeiro, sindegtur@sindegtur.org.br .

A  QUEM ENVIAR O E-MAIL A SER PROTOCOLADO PELO SITE O GUIA LEGAL

COMPANHIA DE TURISMO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – TURISRIO

TURISRIO: turisrio@turisrio.rj.gov.br

RONALD AZARO: ronaldazaro@setur.rj.gov.br (Diretor da TURISRIO)

SERGIO BRAUNE: braune@turismo.gov.br (Chefe Gabinete Ministro Turismo)

SETUR: setur@rio.rj.gov.br

MARCO PAES: marcopaes@turisrio.rj.gov.br (Diretor de Operações)

DIVA MARIA ORECHIO FONSECA: diva@turisrio.rj.gov.br (Coordenadora)

IMPORTANTE: Copia para oguialegal@gmail.com para ser PROTOCOLADO.

Copia para o SINDEGTUR sindegtur@sindegtur.org.br

End: Rua da Ajuda, n º 05 – 6º andar – Centro Rio de Janeiro/RJ
CEP: 20040-000 / Fone: (21) 2333-1011/1051 / Fax: (21) 2333-1049
HORÁRIO DE ATENDIMENTO: 10h00 às 12h30 / 14h00 às 16h00



DICAS PARA QUEM PROITOCOLA UM DOCUMENTO.

Passo a passo de como elaborar uma petição

Passo 1 – Identifique e descreva a situação de violação aos direitos que você pretende que seja resolvida

Identifique o direito que está sendo violado; o direito que deve ser implementado; quem são as pessoas prejudicadas; as informações que precisam ser obtidas do poder público ou outros pedidos que precisam ser feitos às autoridades responsáveis.

Passo 2 – Identifique quais são os órgãos ou autoridades que devem resolver o problema

Veja a quem você deve encaminhar a petição. Pode ser a SETUR, TURISRIO, O MINISTERIO DE TURISMO, ou a outro órgão público (excluído o Poder Judiciário). Você pode tanto direcionar ao órgão público (por exemplo, à secretaria de turismo) como ao responsável por aquele órgão ou setor (por exemplo, ao secretário de turismo). O importante é que o pedido seja feito a todos os órgãos que tenham poderes para decidir sobre o problema, por isso não há problema em encaminhar a petição para mais de um órgão ou autoridade.

Passo 3 – Redija o documento (Via email/s)

A estrutura é sempre parecida e é formada por três partes: na primeira parte, deve ser feita a identificação da pessoa, grupo de pessoas ou associação que assinam a petição; na segunda parte, vem a descrição detalhada da violação/problema (ou das informações necessárias); caso saiba qual lei está sendo descumprida, você pode citá-la, mas a descrição dos fatos é suficiente; finalmente, na parte final da petição, deve ser formulado o pedido de providência ou de informação. Coloque a data e assine o documento.

Passo 4 – A entrega do documento (Protocolação).

Faça uma cópia do documento. Ao entregar a petição no órgão público, peça para a autoridade ou o funcionário público assinar e colocar a data de recebimento nessa cópia, o que comprova a entrega do original. Em alguns locais, como na TURISRIO, O CARIMBO É ELETRÓNICO e muito rápido. É importante que você identifique o número do telefone do setor responsável, assim, se for necessário, poderá acompanhar o andamento do pedido.

A mesma estrutura pode ser usada em casos de denúncias ou pedidos a serem encaminhados ao Ministério Público ou à Defensoria Pública.

BASE FONTE: http://www.direitoaeducacao.org.br/como-fazer-peticoes/

NOTA: ante QUALQUER dúvida... não duvidem consultar a oguialegal@gmail.com!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

INTERESSANTE HISTÓRIA DA IRMÃ DO PEDRO II: Francisca D´Orleans, "La Belle Françoise".

Poucos Guias falam da Francisca d´Orleans, irmã de D. Pedro II, mas Francois Princess of Joinville 1844conhecendo a história dela, descobrimos que ela e o esposo François d´Orleans, príncipe de Joinville, participaram e muito na história universal.

Na sala das joias do Museu Imperial de Petrópolis está o cofre de porcelana e bronze dourado presente que o casal recebeu do Rei de frança Louis Philippe; na mesma sala podemos ver um belo quadro de Dona Francisca vestida de preto usando mantilha.

François era comandante da Marinha Francesa, e as placas que revestem a superfície do cofre fazem alusão à carreira do príncipe.

Em 1837, Francisco Fernando de Orléans, príncipe de Joinville, aportou no Brasil a caminho da Ilha de Santa Helena, onde deveria buscar os restos mortais de Napoleão Bonaparte e levá-los de volta à França. Durante sua escala, ele foi recebido pelo imperador D. Pedro II e conheceu sua irmã, a jovem princesa D. Francisca.

O almirante Francisco Fernando era o terceiro filho do rei Luís Filipe I de França e da rainha Maria Amélia de Bourbon-Nápoles. Retornou ao Brasil em 1843, casando-se com a princesa no dia 1° de maio daquele mesmo ano. O casal seguiu então na fragata "La Belle Poule" para a França.

cofre joias petrópolisO dote de D. Francisca era de um milhão de francos, ou seja, 750 contos de réis, e incluía terras em Santa Catarina, com 25 léguas quadradas (três mil braças), no nordeste da província, à margem esquerda do rio Cachoeira, onde atualmente é a cidade de Joinville.

Já saindo do Museu Imperial, frente à Sala de visitas da imperatriz d. Teresa Cristina, podemos ver dois quadros, um da Francisca e outro do François, belas copias de um dos mais renomeados retratistas dos nobres no mundo todo, Franz Xavier Winterhalter.

Francisca perdeu à mãe Leopoldina aos três anos (1827), e o pai deixou-a no Brasil aos sete anos. Era próxima de D. Pedro II, quem a chamava de “Mana-Chica”. Foi ela também quen enviou de Europa os futuros maridos das princesas Isabel e Leopolidina, as sobrinhas imperiais.

Na corte francesa, a educada e bela D. Francisca logo se tornou uma das princesas mais populares da corte. Era chamada de "La Belle Françoise". Tornou-se amiga de uma fidalga brasileira casada com um nobre francês, a condessa de Barral.

Francisco d´orleansEm 1848 a monarquia foi extinta na França, e os Orléans seguiram para o exílio. Dotada de espírito combativo, D. Francisca negociou com vigor com os republicanos a fuga de sua família. Exilou-se e manteve uma intensa troca de correspondência com seu irmão no Brasil.

Com dificuldades financeiras, os príncipes de Joinville negociaram as terras catarinenses com a Companhia Colonizadora Alemã, do senador Christian Mathias Schroeder, rico comerciante e dono de alguns navios. Assim nasceu a Colônia Dona Francisca, mais tarde Joinville, atualmente a maior cidade do estado de Santa Catarina.

Francisco Orleans Guerra Civil USA -2Francisca teve dois filhos, e falece em França em 1898. O marido em 1900.

Aqui vem a pérola da história do marido da Francisca, François. Quando irrompeu a guerra civil americana, o príncipe de Joinville, juntamente com seu filho e dois sobrinhos, foi a Nova Iorque oferecer seus serviços ao presidente Abraham Lincoln. Existe uma serie de fotografias muito divulgadas pelos historiadores americanos onde eles estão jogando dominó em 1862.

Foi escritor de vários livros, destacandose suas memôrias onde contou como transportou os restos do Napoleão. Escreveu também livros sobre assuntos navais e militares, como "Estudos navais"; "Inglaterra: um estudo do auto-governo"; "A guerra americana: campanha no Potomac" e "Outra palavra sobre Sadowa".

PESQUISAS::

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FONTES: http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisca_de_Bragan%C3%A7a

http://imperiobrazil.blogspot.com.br/2010/08/o-imperador-do-brasil.html

Gerardo Millone – O Guia Legal – Estudos sobre a família Imperial do Rio.

Foto Quadro do Franz Xaver Winterhalter, Francoise of Braganza, Princess of Joinville, 1844.

Foto Quadro do Franz Xaver Winterhalter, Francois Ferdinad d'Orleans, Prince of Joinville (1818-1900)

Foto Cofre Sala de Jóias - Site Museu Imperial

Foto Civil War: Library of Congress, Prints & Photographs Division, LC-B8171-0356 DLC

domingo, 24 de junho de 2012

Opinião de livros sobre a Família Imperial.
Gerardo Millone para O Guia Legal - 2012

Nunca uma Santa– Coleção “As Grandes Mulheres da História” .F.W. Kenyon (A Incrível  Carlota Joaquina) Editora Itatiaia – 1960. 

Verdadeiro “achado” em Sebo, um livro biografia novela da Rainha que tanto da para contar sobre a telenovela da história do Rio desde 1808. O autor, nascido em Nova Zelândia, é ainda muito famoso e conhecido pelos livros sobre mulheres da história, Lady Hamilton, Maria Antonieta, e Josefina Bonaparte em livro levado ao Cinema nos anos ´50 (A Amante do Imperador). Curiosamente, ainda ele aparecendo muito na Internet, este trabalho que não teve tanto marketing, nem figura na sua obra. E, na realidade, é até benévolo com a Rainha Espanhola, regatando algumas frases loucas e o gênio dela e seus contínuos boicotes ao reino do esposo. Pouco nos conta da infância e adolescência dela, mas, pelo menos, retrata em 400 páginas boa parte da história do Brasil.


Imperatriz no Fim do Mundo. Ivanir Calado.
Memórias dúbias de Amélia de Leuchtemberg. Rio Fundo Editora – 1992.

Aqui temos um personagem da história que passou pelo Brasil sem deixar rastro de loucuras ou comportamentos errados. Mas Amélia tinha mais do que beleza e coragem, para casar com um Imperador de tão ruim reputação com a primeira esposa. Infelizmente pouco deixa o livro a entender sobre a verdadeira Amélia, nem sobre os talentos da mesma fora de sua paciência e tolerância. Mas ler que era neta da Josephine Bonaparte, que seu irmão foi esposo de sua enteada, rainha Maria de Portugal, e algumas histórias que a diferenciavam da Leopoldina, como quando se negou a receber as filhas da Domitila. Como se comentava na época, a beleza da Amélia “domou a fera”. Eu tenho esta velha edição, mas existe outra mais recente.





O Príncipe Maldito – Mary Del Priore.
Traição e loucura na família imperial. – Objetiva – 2006.

Foi para mim mais do que interessante este livro para poder ter uma ideia mais real do íntimo da família de D. Pedro II. A figura do Pedro Augusto de Saxe e Coburgo por ser complicado, e por estar numa posição que passou a ser intermédia para a coroa do Império, foi uma pedra no sapato da Isabel. E é ela quem pesará em contrEste a do futuro do sobrinho, pois é o sobrinho que desestabilizou muita harmonia duma família que todos descrevemos como harmônica.... Muito boa descrição do histórico do príncipe, e muito bom material sobre a família imperial.



Era no tempo do rei – Ruy Castro.
Um romance da chegada da Corte – Alfaguara – 2007.

Mais um romance não muito real sobre a família imperial, mas, ao mesmo tempo, muito bem inspirado no jeito e espírito do jovem Pedro I, e a sociedade na época dele. Uma descrição de um Rio de Janeiro com excelente atmosfera, tanto que transmite cheiros, atitudes e personagens dignos de realismo mágico como a prostituta Barbara dos Prazeres. Indistintamente do rigor histórico, é um livro atrativo e simpático com Pedro I de 12 anos e o amigo Leonardo aprontando e aproveitando a falta de infraestrutura do Reino no Brasil e da cidade no momento de enormes mudanças. Gostei. Seria em esplêndido filme de época com personagens criveis (o Rei, Vidigal, o padre Perereca e outros).
Nas bancas de jornal pode se achar uma versão de bolso bem econômica.




Leopoldina & Pedro I – Sonia de sant´Anna.
A vida privada na Corte. Jorge Zahar editora - 2004


Não sei se é fácil de achar hoje este livro, Mary Del Priore lançou há pouco o livro “A Carne e o Sangue” pesquisando este triângulo amoroso (ou uma linha reta com acessório) entre Leopoldina, Pedro I e Domitila. Podemos ler nele sobre a personalidade e caráter de D. Pedro I, já conhecida, mas a riqueza da obra (esta, e sem dúvidas a nova lançada agora) é o antagonismo entre o jeito da Leopoldina e o da Domitila. Os encontros são dignos da mais dramática telenovela, e tudo isso sabendo o leitor, que foi real, assim como Carlota ou tantos outros personagens. O livro da Sonia está muito bem documentado, sobretudo com as emocionantes cartas enviadas pela Leopoldina a sua irmã e pai e escritos da Maria Graham. Vale a pena ler.




Dom Pedro II e a Princesa Isabel – Paulo Roberto Viola.
Uma visão Espírita-Cristã do Segundo Reinado. Lorenz- 2010.

Apesar de iniciar a leitura do livro com algumas dúvidas, foi uma boa surpresa descobrir que o autor estava muito bem documentado sobre muitos detalhes interessantes da história da família imperial. A escrita é simples, e coloquial, até parece que o autor ao se permitir explanar várias situações do Pedro II e Isabel, nos conta as histórias de maneira fácil de entender e com uma liberdade que os historiadores não podem se permitir. Isso pode ser positivo ou negativo, mas para quem já leu sobre estas celebridades e conhece a história, o livro aporta mais para pensar em como eles deviam ser na vida privada, e procura continuamente resgatar e valorizar a figura deles, considerados pelo autor almas puras e bem intencionadas quando encarnadas e ainda hoje, depois de desencarnadas. 




Este material faz parte de material publicado no site www.oguialegal.com
Gerardo Millone - 2012


terça-feira, 22 de maio de 2012

Triplaris / Pau-Formiga.

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Triplaris  - Pau-de-formiga

A TRIPLARIS está bem vermelha, lá na rua Correia Dutra frente à entrada da Administração do Parque do Flamengo.Frente, também, ao Edifício Seabra (1931),  Praia de Flamengo 88.

Origem: América do sul, Brasil.  Até 20 m. Flores: inverno.

É da família da Cecrópia (Imbaúba) com tronco parecido. Mas o que é vistoso é a Flor. Aqui, este está do lado da passarela frente ao hotel Gloria.

Tem muitas mais, e todas juntas, frente à Administração do Parque, frente ao Edifício Seabra, Praia do Flamengo, 88.

INFORMAÇÕES:

  • Nome Científico: Triplaris brasiliana
  • Sinonímia: Triplaris brasiliensis, Triplaris pyramidalis
  • Nome Popular: Pau-formiga, Pau-de-novato, Formigueiro, Novateiro, Pau-de-formiga, Paliteiro, Taquari, Pajeú, Tachi, Tangarana
  • Família: Polygonaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

O pau-formiga é uma árvore tropical majestosa, que impressiona por seu porte e florada exuberantes. Sua copa tem formato colunar a piramidal, com tronco retilíneo, elegante e oco, abrigando formigas em seu interior, numa interessante Pau-formiga, Triplaris brasiliana, Triplaris brasiliensis, Triplaris pyramidalis, , Pau-de-novato, Formigueiro, Novateiro, Pau-de-formiga, Paliteiro, Taquari, Pajeú, Tachi, Tangaranarelação de simbiose. A madeira é leve, de baixa densidade e a casca é cinzenta e levemente fissurada. A folhas são grandes, ovaladas, glabras, membranáceas e simples. Por ser uma espécie dióica (sexos separados), o pau-formiga apresenta indivíduos machos e fêmeas, que se diferenciam claramente durante a floração. As plantas femininas apresentam inflorescências eretas, com flores róseo-avermelhadas, vistosas, enquanto os machos têm inflorescências acinzentadas, afiladas, longas e pendentes. A floração ocorre no inverno e início da primavera e é bastante durável. Os frutos são do tipo aquênio, com cálice persistente e se disseminam pela ação do vento (heliófita).

Não há duvidas sobre as qualidades ornamentais dos indivíduos fêmeas, com suas floradas exuberantes. No entanto, apesar da floração mais discreta, os machos também são decorativos, além de serem essenciais à propagação da espécie. O pau-formiga apresenta crescimento rápido e seu porte varia de 8 a 20 metros de altura. Apesar do tamanho avantajado, não apresenta raízes superficiais agressivas, podendo ser plantado em calçadas livres de rede elétrica. As podas são desaconselhadas por descaracterizarem a copa. Seu uso também é de grande valia em reflorestamentos de matas ciliares.

Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, profundo, úmido, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Árvore típica de matas ciliares, o pau-formiga prefere ser plantado próximo a cursos d'água ou lagos, onde se beneficia da umidade do solo. Pode ser cultivado em locais mais secos e drenados, mas neste caso requer irrigação regular. Fertilizações anuais na primavera e verão, estimulam intensas floradas e um crescimento vigoroso. Aprecia o clima tropical e subtropical. Multiplica-se por sementes.

FONTE: http://www.jardineiro.net/br/banco/triplaris_brasiliana.php

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                                                                 2009.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O MENINO NA FAMILIA PATRIARCAL

O menino crescia como se fosse desde os oito anos adulto ou homenzinho. Aos dez anos era uma caricatura de homem. Também neste particular os daguerrotipos da época trazem até nos figuras às vezes tristonhas de meninos amadurecidos em homens antes de tempo.

clip_image002A prematuridade de Dom Pedro II pode ser tomada como exemplo. Fez-se imperador aos quinze anos e logo tornou-se pensativo e grave. Aos vinte e tantos era já um velho com as barbas e o aspecto de um avô. A juventude fugira dele a galope. A educação brasileira favorecia num Brasil ortodoxamente patriarcal como foi o dos meados do século XIX, a prematuridade do menino.

Muito cedo era o menino de família patriarcal alastrada, rica ou simplesmente remediada, enviado para o colégio, onde ficava sob regime de internato. Embora sua casa ficasse ás vezes nas vizinhanças do colégio, só muito raramente – em geral, uma vez por mês - tinha permissão para visitar a família. Recebia sempre de casa caixas de bolos e de doces. Mas nunca brinquedos. Brinquedos eram para crianças. Ele tinha nove ou dez anos: já era homenzinho. Ou quase um homem.

Em geral, estudava o colegial dos meados do século XIX com afinco sua Gramática latina, sua Retórica, seus clássicos franceses, sua História Sagrada, sua Geografia. Quando o grande momento dos exames finais chegava, ele, de ordinário, brilhava, respondendo bem tudo que o padre fulano de tal perguntava sobre Horácio, Noé, Rebeca, regras de pontuação, o verbo amare. E tudo que algum outro professor perguntava sobre Racine, o Vesúvio e muito mais que se podia imaginar. Nessa ocasião, o filho de família mais letrada recebia do pai um presente: Os Lusíadas ou o Paraíso Perdido de Milton.

Ia à missa aos domingos, algumas vezes servindo de coroinha, de batina escarlate. Embora ainda quase criança, esse menino cedo tornado caricatura de homem, ostentava na rua chapéu preto de copa dura e usava bengala. Só antes de tornar-se, muito mais homem do que menino, sendo ainda menino, os pais lhe permitiam trajes menos severos que os quase-homens. Estiveram em voga, na época, entre as famílias brasileiras mais elegantes das cidades, trajos quase carnavalescos para os meninos de menos de nove anos. Trajos imitados dos de personagens de óperas: daquelas óperas mais em voga, naqueles dias, entre aristocratas do Império. Ou fossem – os anúncios de jornais do meado do século XIX nos permitem acompanhar essas imitações wildianas da arte pela vida – “jaqués de veludo à espanhola”, “Puritano”, “Trovador”, “Zuavo”, “Prusiano”, e para as meninas “Traviata”, “Lucrecia Borgia”, “Rainha Vitória”, “Imperatriz dos Franceses”.

Do menino brasileiro da década de 50 escreve o Rev. Fletcher: “...antes dos doze anos, parece um pequeno velho, com seu chapéu preto de copa dura, colarinho empertigado e bengala; na cidade, passeia como se todo o mundo estivesse olhando para ele e como se estivesse espartilhado. Não corre, não salta, não roda arco de barril, não joga pedras, como os meninos da Europa ou da América.” No Colégio, além dos “rudimentos ordinários de educação” , ele aprende –escreve o Ver. Fletcher – a “ter boa caligrafia”, que constituía então “habilidade universal entre os brasileiros” . Muitos dos meninos das classes mais altas eram também “bons músicos”...

‘O médico francês Dr. Rendu, que conheceu o Brasil imperial da primeira metade do século XIX, despeja sobre o menino brasileiro seu humor cáustico: “Aos sete anos”, escreve ele, “o jovem brasileiro já possui a austeridade de um adulto. Caminha com ar majestoso, de bengala à mão, orgulhoso da roupa que ostenta e que o faz assemelhar-se mais aos homens de nossas feiras que a um ser humano”.

Vejam-se as fotografias de meninos brasileiros dos meados do século XIX. São criaturas de olhos doces, de ar tristonho, de aparência seráfica, de cabelos amaciados pela muita brilhantina, de que então se abusava; crianças vestidas – quando já de mais de nove anos- como gente grande e esforçando-se para parecerem velhos, que surgem dos velhos álbuns brasileiros de família: os das primeiras fotografias. Ou de daguerrotipos: esses daguerrotipos que tiveram tanta voga entre os brasileiros mais elegantes, desde a década de 40; e que trazem ao brasileiro de hoje imagens tão vividas da aparência e dos trajos dos seus antepassados. Vários desses daguerrotipos são do europeu J. Evans que em 1843 já estava em atividade no Brasil: antes, portanto, de Augusto C. Stahl, que, na década de 50, retratou em daguerrotipos muito brasileiro de prol: inclusive o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz. Chamavam-se seus ateliers, nos anúncios de jornais da época, “oficinas” ou “galerias de daguerrotipos”.

Aos quinze ou dezesseis anos, o menino terminava os estudos no Colégio. Estava em tempo de ir para a escola superior. Para a Academia, como então se dizia: Academia de Direito, Academia de medicina. O estudante de uma dessas academias não era um estudante qualquer: era um Senhor Acadêmico.

Como nos esponsais das moças, a escolha da profissão ou de carreira do filho, que geralmente prevalecia, era a do pai ou a da família. A tendência era para espalhar os meninos em escolas diferentes, de modo que a família patriarcal pudesse ser representado nas diversas profissões então importantes. Um era escolhido para estudar Direito ou Política ou Diplomacia em Pernambuco ou em São Paulo; outro, para entrar numa das escolas de Medicina – a de Bahia ou a do Rio de Janeiro; um terceiro para ser cadete na Escola Militar; um quarto para ingressar no Seminário. Entre as famílias mais religiosas, não ter filho religioso ou padre constituía omissão ao mesmo tempo social e moral. Algumas vezes, o filho mais moço, mesmo sem nenhuma inclinação para a vida religiosa, era, nesse particular, uma espécie de bode expiatório. A família, de qualquer modo, tinha que ter um padre. Quanto ao filho rude de inteligência ou desajeitado nos modos, os pais mais prudentes encaminhavam-no para o comercio, que era olhado com deprecio pela gente afidalgada da época.

O jovem que fosse a flor da família, como inteligência, era escolhido, quase sempre, no Brasil dos meados do século XIX para a Academia de Direito – a Academia chamada de Direito servindo para a formação não só jurídica, de advogados e de magistrados, como política, preparando jovens para o Parlamento, para os ministérios, para a administração pública e para a diplomacia do Império.

Fonte: Vida Social no Brasil nos Meados do Século XIX, 1º ed. Recife, 1964, tradução do inglês de Serial Life in Brazil in the Middle of the 19th Century, Baltimore, 1922, de Valdemar Valente, revista e aumentada pelo autor: GILBERTO FREYRE). Imagens: Premium Image Collection “MasterClips”

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PUBLICADO EM 2004