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Gerardo Millone
Argentino, GUIA DE TURISMO, PESQUISADOR e MUITO CURIOSO, morando no Rio desde 1998, amando Rio desde 1981, minha primeira visita à cidade.
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O GUIA LEGAL - Objetivo

Depois de muitos anos de dividir informações com os colegas Guias de Turismo, e de ir acumulando material sobre o Rio de Janeiro, achei estar na hora de organizar tanto material e compartilha-lo com mais guias.
É por isso que surgiu a idéia de concentrar todas estas informações numa Página na Internet. E gostaria de poder ver que se repetisse aqui, com os visitantes da Página (sejam Guias de Turismo ou não!), o que aconteceu comigo durante anos, uma acumulação de informações e o contínuo desejo de saber e conhecer mais.
O GUIA LEGAL existe desde Setembro de 2004, e cresce cada dia mais. Este BLOG acompanha o site www.oguialegal.com enviando logo as informações que ser´~ao publicadas no site.
GERARDO MILLONE
Setembro 2004 - Julho 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Coluna do Arnaldo: Turbulência x Calmaria - Julho 2009



TURBULÊNCIA X CALMARIA
Confesso que demorei a escrever. Por vários motivos, mas o principal é que eu realmente andei meio confuso com tudo o que anda acontecendo por aí. É o Obama, é a crise, é a gripe, não é o porco. É o facebook, é o twitter, é o wi-fi e o wireless. É o Ronaldo, é o imperador, é o tambor, é a corneta, é a África, é a Copa. É CAMPEÃO!!!

O mundo realmente precisa ser repensado, começar de novo.
E no meio desse turbilhão, o turismo, o turista e todos os personagens que fazem essa atividade ser tão apaixonante.

Em nome de interesses individuais e egoístas do ponto de vista humanitário, esquece-se das necessidades básicas de um ser humano para ser feliz. Dentre elas está o viajar, conhecer, trocar, integrar e construir um mundo verdadeiramente globalizado, no bom sentido.

Não nos serve de consolo, mas de alerta, a situação que outros países estão passando quando se trata do turismo receptivo. Imagine Cancún e outros balneários mexicanos. Quantos bares, restaurantes, hotéis, agências, guias; quebraram, fecharam, mudaram de ramo?
Com o alerta das autoridades brasileiras de saúde quanto aos cuidados com as viagens a Argentina e ao Chile, um efeito dominó pode arruinar muita gente e muita empresa. As viagens pré pagas por brasileiros para Bariloche, por exemplo, estão sendo canceladas aos montes. O problema é que a hotelaria local não quer devolver o dinheiro para as agências, que devem acabar arcando com o prejuízo. Quantas poderão continuar existindo, depois de reembolsar seus clientes com seus próprios recursos?

Enquanto aqui estamos sofrendo as conseqüências de uma das mais duras baixas-temporadas da história do turismo receptivo do Rio de Janeiro, em alguns países onde está começando a alta-temporada de inverno , o movimento também não decolou. Movimento há, mas nada comprável com os anos anteriores.

Então o que fazer?

Resistir. Essa é a minha opinião.

Mas uma das maneiras de resistir é estar sempre antenado, atento a tudo e a todos. Cada passo tem que ser muito bem calculado e planejado. Cada vez mais somos sujeitos de nosso próprio destino, é o velho chavão “Depende de nós”. São momentos como o que estamos vivendo que nos trazem também oportunidades, possibilidades. Temos que nos reciclar, reciclar nossos pensamentos e ideais, só assim poderemos seguir em frente. Mexe daqui, mexe dali e no final tudo vai se ajeitando.

No mais temos que torcer para a crise passar, a gripe curar e agosto chegar.
ARNALDO BICHUCHER - Julho 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CONHEÇA MAIS A LAURINDA, PARTE DA HISTÓRIA DE SANTA TERESA

LAURINDA SANTOS LOBO

Nasce em Cuiabá aos 4 de maio de 1878. Órfã de pai, a figura paterna da menina seria o tio Francisco Murtinho, quem sustentava a irmã, mãe de Laurinda. Se fala que teve criação em Paris, mas não foi provado. Aos 16 anos vai morar a Santa Teresa. Ao morrer Joaquim Murtinho e, 1911, Laurinda abre seu salão no palacete Murtinho, e herda a companhia Mate-Laranjeira. Era considerada pela sociedade como uma mulher muito elegante, como “uma verdadeira parisiense de Saint-Germaine”. Foi chamada “A Marechala da Elegância”. Mas.. algumas contemporâneas não pensavam o mesmo, dizendo que ela “pecava pelo excesso, com certa falta de gosto ou de discrição. Os vestidos de Paris, podiam encaixar bem nos encontros no salão, mas ás vezes eram mais apropriados aos palcos”. Mas ninguém podia negar que era mulher de sucesso mundano no Rio de Janeiro. Laurinda morre em 1946, e morre com ela uma época onde ela foi protagonista

Curiosidades
Ela viajava com a mão, o motorista e um cachorrinho. Usava três Chryslers: 8665, 3328 e 3595, quando em Santa Teresa ninguém tinha carro. Mas ela andava também de bonde.

Organizava bailes, encontros “intelectuais” com músicos, poetas, e ajudava a muitos deles. Seu aniversário era todo um evento em santa Teresa. Dois presidentes participavam dos encontros: Nilo Peçanha e Epitácio Pessoa.

A poeta e declamadora Margarida Lopes de Almeida participava no salão de Laurinda, e foi a mulher, que segundo alguns historiadores, imortalizou suas mãos quando assistiu o escultor do Cristo Redentor Maximilien Paul Landowsky, quem copiou estas para o Cristo.

Ela tinha apartamento em Paris, 9 Place de la Madeleine, e passava dois meses entre Outubro e Abril, e continuava o Salão em França, recebendo brasileiros e franceses.
O Salão de Laurinda foi durante a década de 20 um ponto de encontro do Modernismo. Ela deu lugar a pessoas consideradas pela alta sociedade de “vulgares”, e é lembrado o momento quando Silvio Caldas tocou violão, para alguns, um escândalo.

Villa-lobos foi um dos protegidos dos anos 1920. Laurinda foi quem levantou a verba que permitiu projetar o músico na capital francesa, em 1924

Ela não era tão cultivada em arte, mas vibrava com o que ela gostava. Assim foi com o quadro O Ovo de Trasila de Amaral. Ela perguntou: Mas eu quero que você me explique, eu gosto de entender; eu sou zebra em questões de pintura moderna. Eu só entendo assim aquilo que é muito óbvio. O que quer dizer esse pauzinho, essa cobrinha, o ovo de cabeça para baixo? – Ah! Dona Laurinda... eu primeiro pintei o pauzinho, ficou muito vazio, ai eu pintei a cobrinha subindo pelo pau, ainda estava vazio. Ai eu pintei o ovo.... – Mas o que quer dizer? – Nada... Ela não falou nada, e comprou um quadro que ela achou mais decorativo.

O marido de Laurinda, Hermenegildo, era uma imagem ofuscada pelo brilho da mulher. Sempre foi reduzido ao estereotipo de marido traído. Mas, na realidade, o casamento “aberto” dos Santos Lobo hoje talvez não despertasse tanto escândalo. Hermenegildo morre em 1941.

Laurinda herdou do tio o amor pelos cães. Ela cuida os cachorros do tio depois da morte deste, e terá seus próprios animais de estimação. Foram conhecidas duas cachorrinhas típicas de madame, Pupée e Chinita.

Durante a guerra o salão teve muitos menos encontros, e ela se dedicou mais aos negócios, ajudada pelo marido. Mas depois da morte deste ela assume por uns meses, mas logo entrega para um sobrinho, Amauri Santos Lobo, ela dizia “Eu não agüento, todo com hora marcada de chegar!”.

Ao morrer Laurinda continua na casa a mãe, Leonor, e o marido desta Francisco Guimarçaes. A mãe da Laurinda, morre com 92 anos (1960), e Francisco no ano seguinte.Antes de sua morte começa o surpreendente processo do espólio de dona Laurinda; A posse da mansão só será concedida ao Instituto Hahnemanniano em 1965. Durante oito anos a casa ficou abandonada. Como não havia vigia, a casa foi arrombada e os saques começaram. Até de caminhão levaram os móveis! Depois foi ocupada por “uma comunidade de baixa renda” e nos anos ´80 pelo narcotráfico. Em 1979 a prefeitura do Rio assina o decreto de desapropriação da casa, e a implantação de um parque público. Em 1993 se oficializa o Parque das Ruínas

Fonte: Laurinda Santos Lobo, mecenas, artistas e outros marginais em Santa Teresa. Hilda machado – Casa da Palavra, 2002.


Centro Cultural Laurinda Santos Lobo


Este centro cultural foi ativado em 1979, numa admirável casa do bairro. Possui uma sala de vídeo, três salas de exposições, auditório e um acervo fotográfico referente a Laurinda Santos Lobo. Laurinda foi uma mulher especial, que deu a Santa Teresa vida e graça no início do século passado com seus saraus, onde prontificavam expoentes da vida cultural internacional como, por exemplo, Villa-Lobos e Isadora Duncan.
Rua Monte Alegre, 306.2242-9741 De terça a sexta, das 10h às 18h e sábado e domingo, das 14h às 18h.

GERARDO MILLONE
PESQUISA


2009

terça-feira, 2 de setembro de 2008

COLUNA DO ARNALDO, 20 de Agosto2008

PROIBIDO ESTACIONAR(Duplo sentido)
Há algum tempo atrás, para ser mais exato 11 (onze) anos, durante o governo do Prefeito Luiz Paulo Conde liderado pela Riotur, foi realizado no Rio de Janeiro o então chamado “Plano Maravilha”.

Representantes de todas as áreas profissionais, representantes de todas as camadas sociais, pessoas, cariocas e até alguns estrangeiros, participaram de um amplo debate sobre como deveríamos pensar a cidade maravilhosa, preparando ela para aqueles que vivem e visitam.

Um dos pontos levantados foi a questão da sinalização turística. Sinalização que indica caminhos a serem percorridos pelo turista que visita nossos atrativos turísticos, assim como sinalização que oriente a ordenação da cidade.

Um problema fundamental de uma cidade como o Rio de Janeiro é a falta de espaço para estacionamento, embarque e desembarque de ônibus, micro-ônibus e vans de turismo. Problema que parecia resolvido na implementação do Plano Maravilha, já que áreas estratégicas foram demarcadas e sinalizadas para tal finalidade.

Doce ilusão. Depois de idas e vindas, o aeroporto internacional não consegue manter livres as vagas para veículos de turismo nos dois terminais, além de ter apenas área de apoio junto ao terminal 1. Mas o aeroporto já virou um tema muito maior, um assunto que se espera (de novo) venha a ser resolvido com as obras que estão previstas para acontecer num futuro próximo, mesmo que a Infraero exponha cartazes dizendo que as obras já começaram. Ao lado da estação do Trem do Corcovado, as baias de estacionamento foram transformadas em praça, que nenhum morador utiliza. Os veículos de turismo foram orientados a estacionar aonde puder, mas como não pode em lugar nenhum...

Em Copacabana a única área que comporta um estoque de veículos de turismo é o Leme, onde sempre se enfrenta problemas, inclusive agora com roubos e furtos.

Restava a Urca, ali em frente a UFRJ, onde vários ônibus, micros e vans utilizavam para esperar passageiros em visita ao Pão de Açúcar. Área que havia sido demarcada e sinalizada para tal finalidade, agora vai virar Vaga Certa. Certa ou errada? Em plena Praia Vermelha, foi reservada uma área de estacionamento para 5 (cinco) vans de turismo. O que já era pouco ficou menor ainda, pois apesar da sinalização é comum encontrar apenas carros de passeio estacionados no local.

Descaso, abandono e desrespeito. Essa é a situação da cidade. A cidade do Plano Maravilha. Nem plano, nem maravilha. De repente é melhor ficar sem turista também. Assim ninguém se estressa, ninguém se aborrece.

Fica apenas a sugestão de um “trade” que trabalha de forma heróica. Não basta a criação de áreas onde os veículos de turismo possam estacionar para esperar seus passageiros embarcarem e desembarcarem. Copacabana, Centro, Urca, Cosme Velho e Aeroporto são pontos chaves. Mas além de demarcar temos de fiscalizar, um agente da Guarda Municipal tem que estar sempre por ali, garantido o espaço e a segurança de todos. Mas isso não dá voto...

Arnaldo Bichucher – 28-Agosto-2008.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

COLUNA do ARNALDO - 23 Junho 2008

Isso é o que importa
Primeiro veio a violência, depois o caos aéreo, aí o dólar despencou e o mosquito da dengue se proliferou. Fica aquele debate sem fim para descobrir quem é o maior vilão, quem causa mais estragos. Não nos damos conta do “moto contínuo” que nos cerca, da “bola de neve” que nos envolve.

Quando a Varig quebrou já tínhamos perdido a Transbrasil e a Vasp. Se somarmos a quantidade de assentos diários que sumiram da noite para o dia, começaremos a nos dar conta da quantidade de pessoas que, mesmo que queiram, não virão ao Brasil.

Quando o dólar chegou perto dos quatro reais, sentíamo-nos a beira do caos. Não podíamos imaginar, com que rapidez, chegaria ao lado oposto, nem como são tão ruins ambos extremos.

Quem lida com exportação no Brasil, viu o país começar a bater recordes em todas as áreas e, de repente, ver as condições básicas favoráveis desaparecerem como num passe de mágica. Dificuldades, obstáculos e desafios foram colocados num mercado que não se rende.

E para quem trabalha com turismo, como essa conjuntura afeta os negócios?

Para começar é preciso que as pessoas, os políticos e o mercado financeiro brasileiro atentem para um detalhe muito importante. No turismo, diferente das outras áreas, o produto exportado não é enviado para fora do país, ele vem pra cá. Pois é, o turista brasileiro que viaja para o mundo gasta lá fora, já o turista internacional que vem ao Brasil é aquele que faz com que divisas entrem no país. Portanto é fácil perceber o quanto estamos perdendo durante todos esses anos, sem que nenhum investimento sério seja feito para que possamos crescer e competir com os principais destinos mundiais.

Se por um lado a infra-estrutura e os serviços turísticos no Brasil evoluíram muito, não é de estranhar que pelo mundo a fora eles já eram melhores e também cresceram e se aprimoraram. Dessa forma continuamos defasados. Por outro lado a verba destinada a promoção e marketing do destino Brasil, ainda é medíocre se comparada a destinos com muito menos apelo e diversidade. Numa eleição municipal o programa de governo de cidades como Rio de Janeiro, Búzios e Parati, para citar apenas três importantes destinos no estado, deveria se basear no programa de governo da sua secretaria de turismo. Uma cidade boa para se morar, certamente será boa para se visitar, e vice e versa.

O ideal de todos é uma cidade limpa e organizada. Uma cidade bonita e sinalizada.

Para que isso seja real teremos obrigatoriamente o envolvimento das secretarias de obras, de transportes e urbanismo. Melhor seria uma cidade segura e saudável, envolvendo as secretarias de segurança e saúde. Como conseqüência natural as secretarias de trabalho, administração, cultura, educação, esporte e lazer, fazenda, governo, meio ambiente, comunicação, etc., estariam se envolvendo num projeto voltado para um empreendimento onde o sucesso é garantido.

Pensar o turismo no Rio de Janeiro de forma global e levar adiante os projetos sérios que transformam essa cidade e esse estado como lugares privilegiados para se viver é pensar grande. Quando isso acontecer é sinal de que muitos possíveis delinqüentes estarão trabalhando no “trade”, é sinal de que a concorrência no setor aéreo vai ser tão grande, que os preços cairão. Mosquito vai continuar existindo, mas a conseqüência de uma picada será apenas aquela coceira incomoda. E o dólar, bem o dólar continuará sendo um tema controverso. Se o câmbio sobe muito, é sinal de que a economia vai mal, logo estamos todos mal. Se o câmbio cai demais, o mercado para. Mas se o destino é caro que seja de boa qualidade pelo menos.

Sem paternalismo, mas sem ufanismo também, o futuro ainda está em nossas mãos. Eleições se aproximam e essa é uma chance de ouro. Quem? Quem fala por mim? Quem faz por mim? Por enquanto eu mesmo! Trabalhando.

E só. Isso é o que importa!

Arnaldo Bichucher – 23 Junho 2008.

domingo, 8 de junho de 2008

COLUNA do ARNALDO - 5 junho 2008

A INVEJA É UMA…!
O carioca tem uma rixa cultural e bem humorada com três personagens do nosso dia a dia, os argentinos, os paulistas e as sogras. Só que atualmente sofremos com a inveja que nos invade, ao visitarmos nossos vizinhos paulistanos ou nossos irmãos “porteños”.
Ao pousar no aeroporto de Buenos Aires (Ezeiza) ou em São Paulo (Guarulhos) e seguir em direção ao centro no intuito de hospedar-se, em ambas as cidades encontraremos sinalização de boa qualidade, pistas com asfalto em boas condições e, principalmente, uma variedade de meios de hospedagem que atende a todos os tipos de visitantes.

Falam de certo grau de exagero, mas não levam em consideração o estado de conservação da pista de chegada e/ou saída do aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Uma colcha de retalhos produzida pelas ínúmeras vezes que a operação “tapa buraco” aconteceu ali, produzindo apenas desníveis desconfortáveis para qualquer veículo ou passageiro, mas nunca reformando por completo a primeira e a última impressão que um turista leva da nossa cidade. Isso sem falar do lixo que se acumula diariamente na baía de Guanabara, do lado direito da pista de quem chega ao aeroporto. Aos buracos e à sinalização da Linha Vermelha não darei tanta atenção agora, por falta de espaço e, talvez, por falta de paciência.


Criticam um aparente pessimismo, esquecendo-se do tempo que se encontra fechado o ex Meridien, atual Iberostar. O setor da hotelaria que me desculpe, mas a verdade é que hoje em dia penamos para encontrar reais boas opções para atender grupos de incentivos estrangeiros, já que na disputa desse mercado as cidades que concorrem conosco apresentam um leque muito mais qualificado. Falta de investimento?


Exceto as churrascarias rodízio, quais as outras opções de restaurante para um grupo com mais de 150 pessoas? Opções que consigam combinar bom ambiente, boa comida e bom atendimento.

São Paulo e Buenos Aires hoje são duas cidades que não tem o mesmo apelo turístico que o Rio de Janeiro tem, mas que estão trabalhando duro para mostrarem-se bela, limpa, organizada e agradável. Em outras épocas vimos o “trade” se reunir num só pensamento e numa só atitude, buscando revitalizar a auto-estima do carioca e com isso fazendo nossa cidade brilhar no cenário turístico mundial. Guardamos ainda um resquício da época em éramos capital federal, esquecendo-nos de pensar de forma um pouco mais provinciana, e cuidar da nossa casa, do nosso jardim, da nossa família, tansformando-nos cada vez mais num bom motivo para ser visitado e conhecido.
Ao argentino e ao paulista deixou aqui os meus sinceros votos de parabéns, pelo momento em que se encontram suas principais cidades, Buenos Aires e São Paulo Quanto à sogra… bem, quanto à sogra tudo o que for dito pode ser usado contra nós.


COLUNA DO ARNALDO - 2º MATÉRIA - 5 DE JUNHO DE 2008

quarta-feira, 28 de maio de 2008

AREIAS ESCALDANTES

GUIAS
AQUI A MARCIA SILVEIRA COMENTOU ALGO QUE HA MUITO ACONTECE!!!!!
VAMOS TENTAR IDENTIFICAR O "ARTISTA" AGRESSIVO!
GERARDO MILLONE - 28-05-2008

E-MAIL DA MARCIA SILVEIRA
Caros colegas: Hoje passei por uma situação, no minimo, constrangedora, junto a meus clientes. Estava passando pela praia de Copacabana quando, na altura da R. Bolívar avistei uma escultura de areia e a pedido de um deles parei o carro (sem desembarque) para que eles tirassem fotos. Para meu espanto, no mínimo tempo que ficamos parados, surge da areia, em ritmo desembestado, um homem (possivelmente o escultor???), que com cara feia, começou a xingar os turistas e a bater no carro, provavelmente querendo dinheiro. Saímos dali imediatamente, assustados com tal agressividade. Se o trabalho está exposto na praia, que é lugar público, ele não pode forçar as pessoas a colaborarem com dinheiro, e muito menos ameaçar as que fotografam o trabalho. Atenção, Guarda Municipal e BPTur! Esse louco ainda pode causar problemas mais sérios do que um mero susto! Márcia Silveira

Horácio Magalhães Gomes
Presidente da Sociedade Amigos de Copacabana

Caro Paulo Cesar Becker
Subprefeito da Zona Sul
Segue abaixo reclamação de uma associada nossa sobre a conduta de um escultor de areia, situado quase defronte a Rua Bolívar.
Eu conheço esse escultor e asseguro que procede a reclamação da moradora. Aliás, ele antes ficava ao lado do posto de salvamento nº 4, mas sem qualquer explicação se mudou para o local atual.
Eles podem fazer isso, mudar de local sem qualquer prévia autorização da prefeitura?
Esses “escultores de areia” precisam ser chamados a atenção, pois não podem cobrar para tirar fotos das suas esculturas.
A colaboração financeira é espontânea e não obrigatória. Até mesmo porque se houver cobrança caracteriza como sendo atividade econômica, e como tal deve ter licença da Prefeitura e pagar a respectiva Taxa de Utilização de Área Pública (TUAP).
Pedimos providências.
Atenciosamente,
Horácio Magalhães Gomes
Presidente da Sociedade Amigos de Copacabana
http://amigosdecopa.vilabol.uol.com.br/

CARTAZ ESCRITO POR UM ARTESÃO
"PRECISO DE COLABORAÇÃO DA GENTE QUE GOSTA DA ARTE (THANKS FOR YOUR TIP – GRACIAS POR SU DONATIVO – TEL 2504-8784 / 8175-6362 - XAVIER" 22876036 / 91192880

ROBERTO CALIGARI

Marcinha, nao deveria ser assim.
Mas infelizmente, na atual conjuntura, essa cidade virou "Terra de Ninguém".
A quem denunciar?
A policia deveria servir para nos proteger desse tipo de agressão, mas sera que eles estao preparados para entender que se trata de uma disso?
Ta cada vez mais difícil descobrir as maravilhas dessa cidade em meio a tantos horrores!!!
Mas... somos "madeira de dar em doido"!!!!
E enquanto acreditarmos, essa sera sempre a "Cidade Maravilhosa".
Cabe a nos resistir, e nao deixarmos que coisas como essa ofusquem o brilho de nossas belezas.
Se nos que somos os "promoters" dessa cidade nao acreditarmos que esse quadro pode ser revertido, como poderemos ajudar para tal?
Acreditar e o primeiro passo para se atingir qualquer objetivo.
EU AINDA ACREDITO!!!
A culpa nao e do tal "artesão". e sim dos que nao deram a ele a oportunidade de esculpir seu próprio caracter . Ele tem apenas o talento, nao teve acesso a educação!
Beijos,
Calegari

MARCELO NOGUEIRA
Prezado Gerardo, bom dia!!!
Passei por esse mesmo problema relatado pela colega Márcia com o desequilibrado que se diz artista de esculturas na areia. Vinha passeando com um grupo pela praia de Copacabana, quando uma turista fez a indicação das esculturas. Paramos para olhar e em segundos surge essa aberração: baixinho, forte, barba por fazer que emanava um odor de leite estragado com cachaça. Fingindo ser artista, começa a pedir dinheiro de forma agressiva e quer a foto que foi tirada dele (ninguém tirou fotografia alguma dele pois a figura é bizarra). O indivíduo não para de xingar todo mundo (inclusive a mim) com os piores tipos de palavrões e insultos com a finalidade de melindrar a todos nós. Ninguém entende o que está acontecendo. Cheguei a pedir desculpas e o cara queria me peitar. Te juro que tive vontade de dar um porrada e cair pra dentro dele. Não revidei; poderia tê-lo feito pra quem me conhece. Pensei na segurança dos passageiros. Tentei tirar o grupo mas ele veio atrás. Foi uma coisa realmente terrível. Não vi ninguem. Nem os guardinhas do César Maia nem a PM. Cadê o policiamento do calçadão tão falado? Mais a frente parou um senhor que caminhava e observava a situação de longe. Era um delegado de polícia aposentado que me disse que o tal fulano já foi preso por diversos delitos e não sabia como deixavam uma pessoa daquela estar solta nas ruas. Dá pra ver que o cara tem problemas. O ônibus finalmente chegou, embarcamos e aquilo ficou preso aqui na minha garganta. Que descaso!!! Cadê o poder público? O Rio está desgovernado!!! Estou falando de um local que é cartão postal do Rio. O cara intimida todos que ali passam, já é figurinha tarimbada do local e nada fazem pra acabar com isso. Meu Deus!!! Isso é horrível, é degradante para imagem da cidade; é Dengue, tiroteio.... o que mais falta. Como disse o Arnaldo: "estão matando a galinha dos ovos de ouro"; acredito que a coitadinha foi degolada e os restos estão ainda ajudando uma dezena de colegas a agentes a sobreviverem. Um forte abraço,

Marcelo Nogueira

HENRIK TAVARES
cartao vermelho, vermelho, vermelho por ele pode ajuda,pela menos 2 semanas se afastata e proibido. Arte uma coisa muito boa e preciso liberdade, significar tambem liberdade pela touristas.Quem foi,Data, Hora - Lugar- Obra,-Posto!!!
REGINA OLIVEIRA
Eu já passei por esse tipo de constrangimento várias vezes.
Acho isso um absurdo . Rídiculo . A que ponto chegamos.
Alooooô. Beijooooos

SUZANA PERL
O que eu faço nesses casos, é diminuir a velocidade, mas não paro não.
Tem funcionado bem essa "tática". Mas realmente é um absurdo, concordo com a Marcia!
Bjs
Suzana

ESTER MENDONÇA
É amigos além de não compor o cartão dentro do viés da economia do turismo.
É indignante observarmos as expressões da barbárie.
Lamento por todos.
Só nos coloca na eminência de haver pronunciamentos para uma nova ordem baseada na dignidade e no valor humano e num crescimento da espiritualidade.
Abraços fraternos
Ester Mendonça
Petrópolis

RITA NUNES
Olá Gerardo! Comigo já aconteceu a mesma coisa. Estava eu com um grupo passeando de bicicleta pelo calçadão de Copa quando paramos para admirar a escultura e obviamente eles tiraram fotos. O escultor foi tb bem agressivo comigo e com os turistas.É realmente desgradável esse tipo de abordagem. Rita Nunes

quarta-feira, 21 de maio de 2008

COLUNA do ARNALDO - 15 maio 2008

MATARAM A GALINHA (15 maio 2008)

http://www.oguialegal.com/arnaldo-mataramgalinha.htm


Em meio a essa violência urbana descontrolada, ninguém perceber um crime tipicamente rural ocorrido em plena Cidade Maravilhosa. Mataram a galinha!.

Mas não era uma galinha qualquer, era a famosa “Galinha dos Ovos de Ouro”. Isso mesmo, aquela famosa fonte de renda de um grande número de Cariocas e Fluminenses, que dependiam da atividade mais promissora que existe no mundo, o Turismo. E não é que tanto fizeram que conseguiram acabar com o turismo no Rio de Janeiro.

Depois de uma temporada onde o movimento dos cruzeiros marítimos salvou a vida econômica de muita gente, pois no que dependesse do movimento de turistas tradicionais estaríamos perdidos, no mês de maio começamos a chamada “zero temporada”.

O Rio de Janeiro está desgovernado, ou seja, sem governo. Com o dólar desvalorizado, a violência cada vez maior, ruas que são só buraco, dengue matando em números recordes, além dos já tradicionais praias poluídas, falta de infra-estrutura, bandalhas abordando turistas nos aeroportos e atrativos turísticos, não é pessimismo imaginar que vamos de mal a pior.

Quantos guias estão procurando outra atividade para sobreviver? Quantos transportadores estão vendendo parte da sua frota para sobreviver? Quantos empregos diretos e indiretos estão se perdendo com tudo isso?

Mais uma vez vemos a cúpula do “trade” em eventos e reuniões, sempre muito bem humorados, com belos discursos e com previsões pra lá de otimistas, sem levar em consideração a realidade nua e crua que se apresenta para quem atua no campo de batalha, no “front”. Dizer que é do “trade” e ficar sentado dentro de uma sala com ar condicionado na frente de um computador, achando que tudo está dentro dos conformes é muito fácil. Difícil é estar com o turista na rua e ser assaltado junto com ele, não ter aonde estacionar um ônibus ou uma Van enquanto se visita um atrativo, não ter como explicar aquela sujeirada na baía de Guanabara quando o navio atraca, não ter como explicar os preços praticados por determinados serviços sabendo que não correspondem a qualidade esperada.

Durante muito tempo repetimos que o Rio tem uma vocação nata para o turismo. Beleza natural, povo hospitaleiro, etc. Mas se ficarmos dependendo disso vamos morrer na praia, nós e a galinha. Isso mesmo, a galinha dos ovos de ouro, nossa cidade, nosso produto, nosso ganha-pão. Matamos ela achando que ao invés das tripas encontraríamos ouro, esquecemos de um antigo e belo ditado que serviria como meta, objetivo e finalidade para todos os que atuam na área que diz: “Não se deve explorar o turista e sim o turismo.”

Mas se a galinha morreu, o que fazer?

Quem sobreviver verá!!!


Arnaldo Bichucher - "Coluna do Arnaldo" - http://www.oguialegal.com/


Opinião: FERNANDO BORDALLO


Arnaldo gostei muito do "grito de alerta" que você apresentou aqui.


Tenho conversado com colegas angustiados com o total pouco caso ao trade receptivo por parte do governo. Pacotes são apresentados para auxiliar setores que foram afetados pela baixa do dolar mas o turismo receptivo mais uma vez não recebe sequer atenção governamental.Eu, particularmente, acho que esse grito de alerta deveria ir a imprensa, porque estamos constatando perdas de emprego, de interesse pela profissão, e total perspectiva negativa para o ano de 2008/2009.


A situação é séria e, deveríamos fazer com quem todas as pessoas que não circulam no nosso turismo receptivo soubessem que existe um seguimento do turismo no Rio de Janeiro super importante que não é auxiliado em nada pelos governos.A quantidade de empregos envolvidos no nosso seguimento é imensa. Mas para os governos só importa relatar na imprensa o turismo nacional, de brasileiros locomovendo-se pelo País em feriados extensos, ou viajando para o exterior.


Soube a pouco tempo que vários navios estão cancelando paradas no Brasil para temporada de 2008/2009. Com certeza consequência dos fatos mencionados na sua Coluna.Confesso que não sei mais o que esperar para o nosso futuro nessa profissão linda que exerço há 22 anos.Participo desse "Grito de Alerta"!
FERNANDO BORDALLO
21 de Maio de 2008 07:48




Opinião: LIANA SIAG ESCREVE:


Arnaldo,nossos gritos de alerta, me parece, nao estao chegando a quem de direito. Se ficarmos restritos escrevendo apenas entre nos, do trade, no Papel do Guia, etc, nunca seremos ouvidos . Sugiro escrevermos para os jornais importantes do Rio, de SP...a populacao do Rio deve saber que o Turismo na cidade está morrendo... tenho lido editoriais do Papel do Guia, que reputo muito bem escritos, mas nunca aparecemos na grande midia. Quantos assassinatos e roubos de turistas, assaltos a nos guias no exercicio da profissao,descalabros na Cidade e nem uma minima palavra de nosso Sindicato nos meios de comunicacao. Se publicarmos os artigos escritos no Papel do Guia nos grandes jornais, acho que comecaremos um caminho. (Talvez na pagina onde escrevem Verissimo, Roberto DaMatta...) Sempre que digo que sou Guia de Turismo, as pessoas abrem um sorriso e dizem": Puxa, tem tanto turista no Rio..." daí tenho que explicar que nao é bem assim...Por isso, me coloco a disposicao para colaborar em editoriais ou cartas para a grande midia, atraves do Sindicato ou de quem quiser escrever, apesar de nao ser jornalista, mas uma Guia de Turismo que, tb como o Bordallo, acha nossa profissao linda e emocionante (no bom sentido), já que ver o choro sentido de turistas, ao se ver no Rio, nos pontos turisticos que sempre sonhou, e depois ao deixa-los no aeroporto com os olhos marejados, ja com saudades, é gratificante.abracos cordiais.
Liana Siag - 22-05-2008


Opinião: MARCELO ARMSTRONG


Gerardo, infelizmente há de se concordar com a totalidade do conteúdo do texto do Arnaldo, mas uma frase em particular do texto, sem tirar o mérito e a minha concordâncias com as demais, me pareceu mais impactante : Não se deve explorar o turista, mas sim, o turismo.
Infelizmente não é o que se vê. O olhar que muitos dos que se assumen como profissionais de turismo têm para com o turista, seja em hotéis, agências ou serviços é do olhar da exploração e desrespeito, dispensando a este um tratamente de quem vê o visitante estrangeiro como um otário em potencial, já que ele não conhece a cidade e não fala o idioma, e se encontra em posição vulnerável diante do mal profissional.
Parabéns a vcs pela iniciativa.
Marcelo - 22-05-2008


Opinião: LEANDRO WEISSMAN


Era uma vez uma linda galinha, que poderia por ovos de ouro por toda a vida.
Bem poderia ser uma fábula, mas a nossa "galinha" é o nosso Rio de Janeiro. Infelizmente, sou guia há menos de 10 anos, não tendo participado dos "anos de ouro"do turismo carioca. Ouvi falar muito deles, que muitos guias compraram apartamento, carro etc.
Como apaixonado por nossa cidade, resolvi me tornar guia, abraçando de corpo e alma esta magnífica profissão. Mas nossos governantes, prefeitos e politicos em geral, abandonaram a cidade. Tudo o que o Arnaldo escreveu, vivemos no dia a dia. Voce tem razão, Arnaldo - mataram a nossa galinha. Ainde teria jeito, se houvesse um entendimento de que o turismo, uma industria limpa, pode gerar milhares de empregos. Se houvesse um carinho maior com tudo de lindo que podemos oferecer, se as ruas fossem mais trafegaveis, se a violencia f'ôsse combatida seriamente, se a policia não se corrompesse... Enfim, tantos "se", que levaria anos para consertar tudo o que foi feito de errado.
Lamento, professor, mas voce tem razão - mataram a nossa galinha.
Se alguem souber de um emprego para um guia de turismo sem turistas, me avise, estou precisando, infelizmente.
Leandro Weissmann - 21-05-2008


FATIMA ALVES - 23-05-2008


(MARAVILHOSA RESPOSTA COM HUMOR! - necessário nesta hora)


Pois é pessoal, já que mataram a galinha, teremos que virar vegetarianos, vamos plantar batatas...Fatima Alves


MARCIA CRISTINA SILVEIRA - 24-05-2008


Gerardo O que tenho a acrescentar ao comentário do Arnaldo é que não mataram apenas uma galinha, mas toda a granja.Explico: o turismo não é a única atividade que padece de atenção e investimentos na cidade. Basta uma volta com olhar atento por vários pontos do Rio para perceber o empobrecimento e esvaziamento econômico que a cidade vem sofrendo, especialmente a partir dos anos 80. Fábricas, indústrias e lojas estão fechando ou se mudando para outra cidade ou estado, por não suportarem mais o abandono a que a outrora Cidade Maravilhosa foi submetida.E é claro que o turismo é afetado por isso. Como o Leandro, também estou no turismo há 10 anos, e portanto, não alcancei a "era de ouro" do turismo, que tanto ouço meus colegas mais antigos do trade comentarem. Foi uma profissão que abracei, quase que por acaso, mas que me encantou e envolveu da tal maneira que não me vejo fazendo outra coisa na vida. Daí vem minha preocupação com a atual situação do turismo, onde não temos certeza se teremos trabalho na próxima semana, no próximo mês. Essa incerteza é ainda mais cruel, por sabermos que nada de efetivo está sendo feito para melhorar esse quadro. Mas já disse e escrevi isso antes, pode até parecer clichê, mas a verdade é que um lugar não é bom para quem o visita, se não é bom para quem vive nele. Se nós, moradores da cidade, estamos apavorados com a violência descontrolada; com o tráfico dominando cada esquina;com homens armados com armas de guerra, como vemos apenas nas imagens do Iraque; com áreas restritas até para a polícia, que é despreparada e corrupta; com ruas e vias expressas fechadas por tiroteiors que irrompem a qualquer hora do dia ou da noite; com a dengue consumindo vidas, especialmente de crianças e adolescentes, em pleno século 21, quando países desenvolvidos já se livraram desta praga de mosquito há tempos... se com tudo isso, estamos pensando se vale a pena viver aqui, imaginem o que pensam os turistas, que têm acesso a toda esta informação através da Internet, já que vivemos num mundo globalizado e as notícias, literalmente, voam? Isso sem falar na exploração do turista (exploração no sentido de dolo, engano, fraude, roubo até?) por comerciantes, taxistas e varios outros envolvidos nesta cadeia de atividades. O turista não é bobo, nem otário: num rápido clique no "Google" se consegue todas a informações do lugar que se quer visitar. E porque visitar um lugar que têm todos os problemas que relacionei acima, sem contar na burocracia para se visitar o páis, além da absurda taxa para o visto? A velha desculpa de que o povo e as lindas paisagens são o grande atrativo para o visitante não vai "colar" por muito tempo. Pode-se ter isso em vários outros lugares do mundo, sem correr risco de vida.Pergunte-se a si mesmo: você visitaria o Iraque hoje? Ainda não chegamos lá, mas do jeito que estão as coisas, do jeito que o descaso, a omissão e a falta de ação está minando o encanto da cidade para os visitantes, em breve nem mesmo os brasileiros vão querer visitar o Rio. Com o dólar baixo (outra "faca nas nossas costas"), será melhor visitar nossos armigos sulamericanos ou mesmo o bom e velho "Tio Sam".


Concordo com a opinião dos colegas que devemos ser mais firmes no nosso posicionamento a favor da nossa profissão: escrever para nossos representantes nas Cãmaras Municipal, Estadual e Federal; mandar mensagens, cartas e e-mails aos órgãos da imprensa e fazer saber ao mundo que a vocação natural da cidade está na UTI. Só depende que nossas autoridades ajam para que o Turismo não termine no necrotério.


Um abraço, Márcia Silveira

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