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domingo, 12 de setembro de 2010

Selaron e os Guias de Turismo.

Jorge Selarón foi visitado por muita gente no Domingo 12, último de Santa Teresa Portas Abertas. E um grupo de Guias foi a visitarlo. Na foto Ana Bassi, Celso Rubinstein, Mariano Saini, Ester Galleguillos e Gerardo Millone (mais dois acompanhantes amiogos de Ana e Celso). Mais tarde apareceram Ceci Maciel, Gabriela Codazzi, Rita Nunes.
Guias com Selaron - 12 de Setembro de 2010.
Selaron, em agradecimento ao Site O Guia Legal, me deu de presente um quadrinho. Foi a escolher, e eu escolhi um  pequeno quadro de Favela, uma vista desde a Tavares Bastos, com gravidas e crianças brincando nas lajes. Foi para mim uma alegria ter finalmente um quadro de Favela do Selaron, pois sempre comentei aos turistas quanto eu gostava como ele retrata as comunidades com uma perperctiva muito especial. Acompanhou no evento o César, assistente incansável do Selaron, e muito solidario com os guias e as visitas a Escada.

sábado, 11 de setembro de 2010

Breve História das Favelas

Comprei um pequeno livro na Livraria da Travessa do CCBB (R$ 17,00), e apesar de considerar a escrita algo técnica e fria, o conteúdo oferece muita boa informação do histórico e situação atual das Comunidades. Tem gratas referências a Aluísio Azevedo (O Cortiço,claro!), e pequenas fotos, não de boa qualidade mas muito bem selecionadas (a foto da Vila Kennedy no início da urbanização é interessantíssima). Algumas outras menções como a do Jeca Tatu, personagem do Monteiro Lobato, acrescentam mais um “sentir” das favelas. As fotos “Google” satelitais são muitas e não todas aportam à informação. Mas é bom saber que o escritor, Luis Augusto Bicalho Kehl, é arquiteto e urbanista.

LIVRO: Breve história das favelas

Autor: Luis Kehl

Coleção: Saber de tudo.  

Editora: Claridade   /  Copyright: 2010 

                                         

 

 

 

Conjunto habitacional Vila Kennedy em 1965

A HISTÓRIA DO PALÁCIO MONROE E DE SUA DESTRUIÇÃO

Primeiramente lido no blog Vamos Mudar este País, então retirado do thread do Skyscrapecity sobre o Palácio Monroe, que editou texto e fotos encontrados no http://www.fotolog.net/tumminelli/, de Roberto Tumminelli, responsável pelos textos.

Enviado pela Guia Angêlica Monnerat que fez uma pequena adaptação.

PALACIO MONROE – 1904

Monroe 8 Esta página aborda e mostra o famoso Palácio Monroe. Sua construção, sua vida e sua criminosa demolição. O epílogo da vida do Monroe será uma surpresa para muitos que desconhecem a verdadeira causa de sua demolição. Por isso peço que você acompanhe e divulgue a serie para seus amigos e conhecidos. Você verá como uma historia fantasiosa perdura por muitos anos entre os cariocas encobrindo um dos maiores crimes contra a historia do Rio e do Brasil. É só aguardar.

Vamos lá… A foto é de autoria de Augusto Malta, um alagoano, que após trocar sua bicicleta por uma máquina fotográfica, tornou-se alguns anos depois um dos principais fotógrafos da evolução urbana do Rio. Malta foi o autor de mais de 30 mil fotos. Registrou a grande mudança urbanística que o Rio de Janeiro sofreu durante o governo do Prefeito Pereira Passos entre outras fotos. Recebeu o cargo de fotografo municipal em junho de 1903.

Nessa foto podemos ver as conclusões da construção do Palácio Monroe, cercado de andaimes de madeira. O Monroe foi construído originalmente nos EUA pelo Governo do Brasil. Participava das comemorações do centenário de aniversario de integração do Estado de Louisiana nos EUA. Esse estado pertenceu à França até 1803. A sua construção causou impacto perante a todos os presentes à comemoração. A imprensa americana ressaltou seu estilo, suas linhas. Por fim foi merecedor do prêmio de melhor arquitetura da época, o Grande Prêmio Medalha de Ouro. Seu projetista foi o Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar. Sua estrutura, toda metálica, permitiu seu desmonte para ser remontado em solo brasileiro. Foi erguido então no fim da Rua do Passeio onde havia um velho casario. Em estilo eclético, marcou pelo rompimento do uso da arquitetura portuguesa no Brasil.

A Avenida Central ainda em fase final de construção. Pode-se observar no canto inferior esquerdo uma nesga da nova calçada, em pedra portuguesa, com as ondas que vieram ser iguais a da Avenida Atlântica. Ao lado, os belos postes de iluminação publica. O Obelisco no fim da Avenida ainda não Havia sido feito e instalado.

PALACIO MONROE – 1906/07

Monroe 7 Continuando a historia do Palácio Monroe, iniciada ontem, temos na foto ele já com a sua construção acabada. A escadaria de sua entrada que era virada para a, então, Avenida Central (atual Rio Branco). Infelizmente não podemos observar os famosos leões que haviam nela e que atualmente, se não me engano, estão numa residencia em Pernanbuco. Observa-se também os jardins do Monroe ao lado esquerdo da foto.

Entregue aos cariocas e ao Brasil em 1906 por ocasião da Terceira Conferencia Pan Americana que foi sediada nele. Sua reconstrução, depois da sua transferência dos EUA, começou em 1904. Durante a abertura da Conferência, o mestre de cerimônias, Barão do Rio Banco, batizou o, então, Pavilhão Brasil (lembre-se que ele foi construído para representar nosso país nos EUA), de Palácio Monroe, uma homenagem ao presidente norte americano James Monroe, idealizador do Pan Americanismo. Além dessa conferencia o Monroe foi palco de vários eventos, tais como, 4º Congresso Médico latino Americano, foi sede do Ministério da Viação, sediou o Congresso Internacional de Jurisconsultos entre outras coisas. Em 1925, foi transformado em sede do Senado Federal. Com a transferência da capital federal do Rio para Brasília, o Monroe passou a sediar o Estado Maior das Forças Armadas.

PALACIO MONROE –  1958

Monroe 6 A nossa maquina do tempo pulou 40 anos e caímos agora em 1958. O presidente é Juscelino Kubsticheck, que estava no poder há dois anos.

O Rio de Janeiro ainda era Capital Federal, mas Brasília a essa altura era mais que um sonho. No ano seguinte ela começaria a ser construída.

O Monroe ainda abrigava o Senado Federal. Imponente, lá estava ele cercado de modernos prédios os quais podemos ver na foto. Um misto de poder com divertimento, Cinema Odeon (logo atrás do Monroe), Cine Império (demolido), Capitolio (demolido), O Bar Amarelinho, lá no Fundo o Teatro Municipal. Indo para a esquerda o Hotel Serrador, o Passeio Público e o prédio da Mesbla (o do relogio). O vazio atrás desse prédio será ocupado pela catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, o prédio da Petrobrás e do BNDES, muitos anos depois.

A quantidade de carros nas ruas do Rio já era uma preocupação… O Aterro do Flamengo viria a ser uma solução para desafogar o transito, mas ele só seria construído pelo Governador Carlos Lacerda na década de 60. Nessa época só existia a área onde está o MAM e o Monumento aos Mortos da 2ª Guerra. Os bondes disputavam com os ônibus o transporte dos cariocas. O Metrô era um sonho, mas em menos de 20 anos ele estaria nessa região (Estação Cinelândia)…

Em 1964 os militares deporiam João Goulart e iniciariam o período de uma terrível ditadura militar no Brasil. O Monroe duraria apenas mais 12 anos…

PALACIO MONROE – 1975

Monroe 5 Aqui começa a ser analisado o processo de demolição do Palácio Monroe e uma historia que perdura por muitos anos vai ser aqui jogada por terra…

O sonho de haver um sistema metroviário no Rio é antigo, porém só em 1966 é que se abriu uma frente de estudos para a inicialização da viabilidade das obras. A Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro então foi criada em 1968. O primeiro canteiro de obras se deu na Gloria em 1970, mas as obras ficaram paralisadas entre 1971 e 1974. Em 1975 as obras foram retomadas e seguiram em direção ao Centro da Cidade. A estação seguinte a da Gloria seria a Estação Cinelândia. No meio do traçado dos trilhos estava o Palácio Monroe. O que fazer? O intuito do Metrô sempre foi preservar prédios de importância histórica que estivessem próximos ao traçado dos trilhos, como o Teatro Municipal e a Câmara de Vereadores, mas o Monroe estava bem no meio do traçado. A solução foi fazer uma modificação no traçado original da linha. Um desvio que passaria ao lado do Monroe, para que fosse poupada a sua demolição.

Decidida essa etapa e estudada a obra, pôs-se em pratica a construção do desvio. Por causa do terreno e da proximidade das fundações do Monroe foi empregada uma moderna tecnologia para que tudo corresse bem. O escoramento do terreno foi feito com cuidado para que não houvesse perigo dele ceder e por em risco o Monroe. As fundações do Palácio eram verificadas duas vezes ao dia.

As obras continuavam e o tombamento do Monroe (pedido em 1970) não saía. No entando continuava uma batalha para a sua preservação.

A escadaria de mármore da entrada do Palácio foi desmontada por uma equipe de técnicos vinda especialmente da Itália. A retirada da escada era necessária, pois coincidia com as paredes da vala a ser aberta. A escadaria foi desmontada cuidadosamente e guardada no interior do Palácio.

A escavação da vala, colocação das contenções necessárias, entre outras medidas, resultaram no sucesso da operação e no final o Palácio não havia sido abalado em nada. A feitura de tal empreitada e seu sucesso foram alvo de matérias em revistas especializadas.

Da parte do Metrô o Monroe estava salvo. No entanto, aproveitando-se da sua obra, o então Presidente da Republica Ernesto Geisel, autorizou o Patrimônio da União a providenciar sua demolição em 1976.

A obra, os esforços, então haviam sido em vão, para a frustração e tristeza daqueles que preservaram o Monroe e que tiveram um exaustivo trabalho que foi completamente ignorado e também para a tristeza de muitos cariocas que viram ruir um pedaço da historia da cidade e da historia do Brasil. Trabalho esse que é ignorado por muitos cariocas e inclusive jornalistas, que no mínimo deveriam ter a obrigação de saber que o Monroe foi poupado pelo progresso, mas que continuam insistindo em publicar a historia que o Metrô foi o culpado pela demolição do Palácio.

Então toda vez que você estiver chegando ou saindo da Estação Cinelândia (em direção à Zona Sul) preste atenção na ligeira curva que o trem faz e lembre-se dessa frase publicada num manifesto contra a demolição:

“… restará aos usuários do Metrô perceberem que, onde foi o Monroe, haverá uma misteriosa curva…”.

PALACIO MONROE – 1975 II

Monroe 4 Enquanto o Metrô desviava o trajeto da linha para poupar o Palácio Monroe de sua demolição, três figuras muito conhecidas dos brasileiros pediam ferrenhamente a sua demolição. Eis seus nomes:

  1. GENERAL ERNESTO GEISEL: Quarto presidente militar desde o Golpe de 64. Empossado pelo Colégio Eleitoral em 1974. Nutria um ferrenho horror pelo filho do Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, projetista do Palácio Monroe, . A raiva que Geisel sentia dele foi originada quando o filho de Souza Aguiar foi promovido no Exercito em detrimento de Geisel. Por puro ódio e vingança, Geisel aproveitou seu poder de Presidente da Republica e simplesmente autorizou a demolição do Monroe, acabando com o premiado projeto do pai de seu inimigo.
  2. ROBERTO MARINHO: Jornalista. Chefe das Organizações Globo. É de conhecimento público o apoio dado por Marinho aos militares desde a época do Golpe. Aproveitando a grande circulação do Jornal O Globo, fez uma enorme campanha a favor da demolição do Monroe aproveiotando-se da obra do Metrô. Quase que diariamente O Globo publicava editoriais exigindo o desaparecimento do Palácio. Fica claro que esse apoio aos militares visava sempre ter os beneficios que o governo federal podia proporcionar. No ultimo editorial publicado pelo Globo podia-se ler as seguintes palavras:
    “Por decisão do Presidente da Republica, o Patrimônio da União já está autorizado a providenciar a demolição do Palácio Monroe. Foi, portanto, vitoriosa a campanha desse jornal que há muito se empenhava no desaparecimento do monstrengo arquitetônico da Cinelândia. (…) O Monroe não tinha qualquer função e sua sobrevivência era condenada por todas as regras de urbanismo e de estética. Em seu lugar o Rio ganhará mais uma praça. Que essa boa noticia, que coincide com o fim das obras de superfície do metrô da Cinelândia seja mais um estimulo à remodelação de toda essa área de presença tão marcante na historia do Rio de Janeiro”.
  3. LUCIO COSTA: Arquiteto. Defendia também a demolição do Monroe. Com qual intuito? O de dar chance à arquitetura brasileira moderna? Ou ser mais um agraciado pelo Governo Federal quando fosse preciso? Costa chegou ao cúmulo de passar abaixo-assinados em associações de arquitetos para endossar a demolição do Monroe. Foi mal visto na época por seus colegas que nunca o perdoaram por esse gesto criminoso.

Do lado oposto à demolição estavam arquitetos, o CREA, o Jornal do Brasil, o Juiz Federal Dr. Evandro Gueiros Leite (que sugeriu que o Monroe sediasse o Tribunal Federal de Recursos, que estava sem sede), o Serviço Nacional do Teatro, a Fundação Estadual dos Museus, a Secretaria Estadual de Educação, e várias outros entidades importantes e principalmente o povo carioca. Em vão…

Portanto, essas três figuras pisotearam e riram dos apelos de todos e foram os principais responsáveis pelo desaparecimento de um importante pedaço de nossa historia.

A foto mostra parte do desvio feito no traçado já junto à Praça Floriano.

PALACIO MONROE 1976

MONROE 3 Depois de aprovada com o aval oficial do Presidente General Ernesto Geisel, a demolição do premiado Palácio começou entre janeiro e março de 1976.

O valioso prédio começou a sucumbir. Aos poucos um importante pedaço da historia de nosso país começava a virar pó, pedra e escombros.

A empresa que foi contratada para demolir o Monroe pagou apenas CR$ 191 Mil (cento e noventa e um mil cruzeiros) com direito de venda de todo o material. Com a venda do bronze e ferro do Monroe ela faturou nada menos que CR$ 9 Milhões. Tudo foi vendido… Vitrais, lustres de cristal, pinturas valiosas, estatuas de mármore de carrara e bronze, moveis em jacarandá a balaustrada de mármore (como a que foi leiloada no dia 19 desse mês e tive a oportunidade de ver e fotografar). Havia uma escada de ferro em caracol que foi vendida pela pechincha de CR$ 5, 00 (cinco cruzeiros), o metro. Sem contar muitas outras peças. Grande parte do piso, com mais de 2000 metros quadrados , foram para o Japão. Tudo por causa do tipo de madeira: peroba do campo. Seis dos dezoito anjos de bronze foram parar na fazenda de Luiz Carlos Branco em Uberaba, além de alguns balcões de mármore e vitrais. Os leões que ficavam na escadaria na entrada do Monroe hoje estão no Instituto Ricardo Brennand em Recife, Pernambuco.

E esse foi o triste fim do Palácio Monroe. Destruído única e exclusivamente pelo sentimento de ódio e vingança de um homem, apoiado pela mídia mafiosa e manipuladora e pela idéia tresloucada de que o Monroe devia desaparecer por não ser um representante da arquitetura brasileira. O respeito pela historia de um país, pelo esforço de quem o projetou, do suor dos operários que o constrruiram e pelos apelos de inúmeras pessoas sensatas não foi sequer considerado. Três homens puderam, pelo poder (mesmo que temporário), pisotear tudo e todos. O que resta agora são fotos, memórias, lembranças e lágrimas.

PALACIO MONROE – 1976

Monroe 2 Terminada a demolição o terreno ficou vazio. As obras da Estação Cinelândia do Metrô continuavam. A partir daí o Metrô tornou-se, erroneamente, o grande vilão de toda essa historia. E até hoje grande parte dos cariocas atribuem a ele a demolição do Monroe. Cabe a nós fazer um trabalho de formiga e divulgar entre todos que conhecemos a verdadeira historia do fim do Palacio Monroe.

Os algozes do Monroe ficaram felizes e com certeza dormiram tranqüilamente pouco se importando com o ocorrido e com as pessoas que tentavam salvar o Palacio.

O Monroe não existia mais. Em seu lugar surgiu uma praça.

Nela hoje está um belo chafariz que foi originalmente posto na Praça XV. Depois passou para a Praça Onze, Praça da Bandeira e terminou no lugar do Monroe pouco tempo depois da sua demolição. Chafariz belíssimo comprado na Áustria pelo Governo Imperial em 1878. Em homenagem ao Palacio é chamado de Chafariz do Monroe.

Em 2002, durante a construção do estacionamento subterrâneo que se localiza debaixo da praça onde ele ficava os operários encontraram uma caixa metálica contendo vários objetos relativos à construção do Monroe, entre esses objetos estavam uma pedra do Palácio e uma edição espacial do Jornal do Brasil. Esse material foi entregue à Biblioteca Nacional e parece que hoje está em poder da Secretaria Municipal das Culturas. Repetindo o que escrevi… O que fica agora são fotos, memórias, lembranças e lágrimas.

Monroe 1

Podemos ver o traçado em curva do metrô contornando do palácio Monroe .
O metrô fez uma curva de alta complexidade, colocou equipes dedicadas exclusivamente para zelar pela estabilidade do prédio, sendo seus pinos conferidos pelo menos duas vezes ao dia .

Frases de uma de uma engenheira do Metrô:

“Espero que todo o Carioca que passar pelo lugar e sentir uma leve curva, se lembre de todo nosso esforço para fazê-la e de nossa frustração por ter sido em vão” (sic)

Aqui termina essa serie sobre o Palácio Monroe. Agradeço especialmente a Mario Carlos Silva Lopes da Assessoria de Comunicação da RIOTRILHOS. Sem ele essa serie não estaria completa.

Dedico esse trabalho à memória do Coronel Engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar.

Roberto Tumminelli

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

“Alegria na Favela”, tour de manhã e show ao pôr do sol na comunidade pacificada do Cantagalo.

NOVO OPCIONAL PARA O TURISMO NO RIO DE JANEIRO.

Coloco aqui noi BLOG O GUIA LEGAL mais informações sobre o novo opcional que será a visita à comunidade de Cantagalo, entrando pelo elevador MIRANTE DA PAZ, e caminhando até a quadra onde será oferecido um Show com profissionais moradoradores da comunidade e integrantes da Escola de Samba “Alegria da Zona Sul”.

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Aproveito o espaço no BLOG para colocar também aqui a oferta do outra opção de tour com vista à quadra caminhando pela comunidade, e participando de aulas de Samba e Música com os integrantes da Escola de Samba.

Então aqui temos 2 opções! A “Visita de manhã” e o “Show ao pôr do sol”!

ROTEIRO PORTUGUÊS

Para contatos podem ligar ao telefone (21) 7877-5209

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Moção de Congratulação na Comissão de Turismo

No dia 24 de Agosto ás 18 h. recebi uma Moção na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

A presidente da comissão é a Vereadora Clarissa Garotinho. Indistintamente dos nomes, no caso da vereadora ser parte de uma família que gera muito debate, o importante é que esta comissão tem o dever de fazer um trabalho técnico convidando a participantes de diversos partidos políticos.

A missão mais difícil da comissão é reformular o Plano Diretor que estabelece as diretrizes da cidade por 10 anos, e, segundo foi informado, já se apresentaram e aprovaram emendas e subemendas para melhorar a recepção aos turistas do Rio.

Agradeço especialmente a Sávio Neves, diretor do Trem do Corcovado, e a Luiz Augusto, diretor do Sindegtur, por sugerir meu nome à comissão. E aos amigos Mariano, Ceni, Priscila e Efraim que me acompanharam no evento.

Gerardo Millone – Agosto 2010.

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DETALHE

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Carro de Turismo dos anos ´20

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CARRO DE TURISMO NO RIO DE JANEIRO

A foto de hoje mostra um carro turístico em frente ao Teatro Municipal.
Um grupo elegante está pronto para um passeio da Dahmens Auto-Excursões.
Por que será que o Rio de Janeiro não tem ônibus turísticos de dois andares, panorâmicos, como os que existem nas maiores cidades do mundo?

24/08/10

Fonte: http://www.fotolog.com.br/luiz_o/87645028 / Enviado pela Guia Angêlica Monnerat

Nota O Guia Legal: Estão sendo lançados dois serviços de Ônibus Double Deck no Rio, um operado pela BREDA chamado City Bus, e outro que ainda não fica claro quem está operando. Ambos figuram em outras matérias do Blog.

Gerardo Millone – 25-8-2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mirante da paz

FOTOS  SERGIO COSTA, MARIANO SAINI E GERARDO MILLONE.

MATÉRIAS : AGÊNCIA BRASIL E O GLOBO

A VISITA É RÁPIDA, E FUNCIONA BEM PARA COMPLETAR UM TOUR.

GERARDO MILLONE – Julho 2010.

Inaugurado elevador do Cantagalo, em Ipanema.

Obra, que liga favela à estação do metrô do bairro, deverá beneficiar mais de dez mil pessoas

As Áreas de Lazer foram inauguradas junto com o novo elevador

Mirante da Paz (18) O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes inauguraram ontem o Elevador do Morro do Cantagalo, ligando a comunidade à estação Ipanema do metrô. Nas duas torres, de 64 e 26 metros de altura, há quatro elevadores panorâmicos com capacidade para transportar ao todo cem pessoas por viagem. Uma cabine blindada da PM foi instalada na Rua Teixeira de Melo para servir de extensão da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade.

A expectativa do governo é que os elevadores facilitem a locomoção de mais de  dez mil moradores do Cantagalo e também do Pavão-Pavãozinho, além de se tornar mais um ponto turístico na região.

Também foi aberto ontem o acesso da Rua Teixeira de Melo à eIMG_1695stação do metrô, que, mesmo pronto desde o ano passado, ainda estava fechado para a conclusão das obras das torres. No topo, foi construído o Mirante da Paz, que leva esse nome a pedido dos moradores do Cantagalo.

Também foram inauguradas ontem obras de melhorias na comunidade e na área em volta. Foram construídas quatro pracinhas com mesas para jogos e brinquedos para as crianças, além de uma nova escadaria de acesso à favela. O conjunto das intervenções recebeu o nome de Complexo Rubem Braga.

Nos próximos meses, será instalada no local uma unidade do Rio Poupa Tempo, onde serão oferecidos diversos serviços públicos. No asfalto, o cruzamento das ruas Teixeira de Melo e Barão da Torre recebeu um choque de ordem, com o fechamento de depósitos de carroças e material de ambulantes. Foi instalado ainda um painel em homenagem à bossa nova na entrada do metrô.

Durante a inauguração, o vice-governador Luiz Fernando Pezão anunciou que na segunda-feira será lançada a segunda etapa das obras no complexo Cantagalo/Pavão-Pavãozinho. Ontem, foram entregues 64 unidades habitacionais a moradores das comunidades.

Ruben Berta: Jornal: O GLOBO

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Elevadores panorâmicos ligam Ipanema a morros no Rio

Sistema liga a parte alta do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho à estação do metrô da Praça General Osório, no bairro nobre carioca

Agência Brasil | 30/06/2010

Ficou menor a distância que separa Ipanema - bairro da  zona sul do Rio de Janeiro que tem um dos metros quadrados mais caros do País - das favelas vizinhas do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho. Os mais de 10 mil moradores das duas comunidades ganharam nesta quarta-feira (30) dois elevadores panorâmicos que ligam a parte alta dos morros   à estação do metrô da Praça General Osório, no coração de Ipanema.

Instalados em duas torres, uma com 64 metros de altura e outra com 31, os elevadores têm capacidade para transportar até 100 pessoas ao mesmo tempo. As obras custaram R$ 48 milhões e foram financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Moradora da comunidade do Pavão-Pavaozinho, Maria da Conceição Lins comemorou o fato de não precisar mais subir centenas de degraus todos os dias quando volta para casa. “A vista está linda demais e a obra também, mas bom mesmo é não ter que enfrentar mais escada”.

Mirante da Paz (6)O topo da torre mais alta, com uma vista deslumbrante da  orla da zona sul do Rio, tem tudo para se transformar na mais nova atração turística de Ipanema. Batizado de “Mirante da Paz”, a pedido dos moradores, o alto da torre dá acesso a quatro praças equipadas com mesas para jogos e parque infantil e à nova escadaria de acesso aos pontos mais altos  do morro.

O complexo que abriga os elevadores recebeu o nome do escritor Rubem Braga , que era vizinho das comunidades. No prédio também foi instalada uma cabine blindada, que funcionará como extensão da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A unidade atua no local desde o ano passado e foi responsável pela expulsão das quadrilhas de traficantes que dominavam os morros.

Além das torres, foram entregues 64 apartamentos a famílias das duas comunidades. As unidades habitacionais foram construídas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concluindo a primeira fase do projeto, que custou R$ 45 milhões aos cofres públicos.

A desempregada Maria de Fátima Nascimento, de 44 anos, o marido, os dois filhos, a irmã e a sobrinha devem se mudar ainda nesta semana para um dos novos apartamentos, que têm cerca de 40 metros quadrados, dois quarto, sala, banheiro e cozinha. Hoje, eles moram em uma quitinete sem rede de esgoto na favela do Pavão-Pavãozinho. “Além de pequenina, a casa fica lá no alto; muita escada para subir”, disse Maria de Fátima.

Nessa primeira fase do programa, foram implantadas redes de esgoto, água potável e drenagem pluvial, além da pavimentação de boa parte das ruas e vielas das duas comunidades. A segunda fase, orçada em R$ 50 milhões, prevê a conclusão de mais 76 moradias e a abertura de um anel viário para permitir o acesso de serviços como coleta de lixo e ambulâncias a todos os pontos dos morros.

terça-feira, 29 de junho de 2010

. AMÉLIA DE LEUCHTEMBERG .

Nós Guias, falamos pouco da Amélia de Leuchetemberg, e ela tem muitas histórias para ser contadas, apesar do curto período em que ficou no Brasil. E também, era bonita, discreta e sem duvidas, inteligente para a época.
clip_image002# Era neta de Josephine Beauharnais, primeira esposa de Napoleão Bonaparte. O pai dela, Eugene de Beauharnais, foi nomeado vice-rei de Itália por Napoleão, onde Amélia nasce em Milão, o dia 312 de Julho de 1812.
# Conta uma lenda que Napoleão conheceu a Josephine pelo Eugene (pai da Amélia), quem se apresentou ante a celebridade para pedir a espada do pai morto em batalha, o impacto da atitude do menino incentivou a napoleão a conhecer a sua mãe.
# Passou infáncia e adolescencia em Munique, Alemánia. O avô materno era Maximiliano I de Baviera, dai o titulo do pai: Duque de Leuchtemberg.
# O irmão dela Augusto de Beauharnais foi marido da Maria da Gloria, filha de D. Pedro I e rainha de Portugal. Augusto morre misteriosamente dois meses depois do casamento.
# Ela tinha só 16 anos quando foi procurada e 17 quando cheghou a Rio.
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# Em Santos, São Paulo tem uma rua com seu nome no Bairro Ponta da Praia. No Rio existe o Solar da imperatriz, perto do Jardim Botânico, onde ela não morou mas se conta que o prédio foi construido para ela. Hoje funciona como escola de jardineria anexa ao Jardim Botânico.
# Solar da Imperatriz: O imóvel onde se localiza o Solar foi construído em 1750, arrendado, no final do séc. XVIII, e desapropriado por d. João VI, no início do séc. XIX, para a construção da Fábrica de Pólvora, que deu origem ao Jardim Botânico, em 1808.
O local tornou-se conhecido como Solar da Imperatriz, em 1829, pois acreditava-se que o Imperador d. Pedro I o teria dado de presente para a sua segunda mulher, Dona Amélia de Leuchtemberg. http://www.jbrj.gov.br/cultura/solar.htm
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# Pedro criou a Ordem da Rosa, com desenho da medalha idealizado por Jean-Baptiste Debret que, segundo discutido por historiadores, ter-se-ia inspirado ou nos motivos de rosas que ornavam o vestido de D. Amélia ao desembarcar no Rio de Janeiro. Um dos primeiros em receber a ordem foi o marqués de Cantalago, por auxiliar a Pedro, Amélia, o irmão dela Augusto, Maria de Glória e a baronesa Slorefeder depois de um acidente com a carruagem na rua do Lavradio conduzida pelo imperador. Ele quebrou duas costelas, todos os outros, menos Amélia, sofreram contusões.
clip_image008# Na Corte se falava “domou a fera”, pois com Amélia o Imperador parecia se comportar fiel, mas na realidade, estava preocupado com fazer sua filha Rainha de Portugal, com as brigas com o irmão Miguel, e pelo firme propósito de manter poder em Europa. E também, Pedro gostava dela. Expressava os ciúmes a viva voz, até controlando a maneira de vestir da esposa.(na gravura Amélia e Maria)
# Ela teve um relacionamento muito carinhoso com Pedro II, ao partir, deixou uma carta para ele e uma cruz de brilhantes, o primeiro presente que Amélia recebeu do marido ao chegar a Brasil.
clip_image010# Ela voltou grávida a Europa, lá nasceu Maria Amélia Bragança, quem podemos ver em um bonito retrato no Museu Imperial de Petrópolis. Amélia volta a Baviera em 1850. A filha, Maria Amélia morreu de tuberculose aos 22 anos.
# Após a morte da filha, Amélia voltou a residir em Lisboa, onde morreu em 26 de janeiro de 1876, aos sessenta e quatro anos. Os restos mortais jazem na Cripta Imperial do Monumento à Independência do Brasil, em São Paulo, trasladados para o Brasil, em 1982 por iniciativa do então governador Paulo Maluf.
# Existe o Palácio de Leuchtenberg está localizado em Munique, Alemanha. Foi construído e projetado pelo arquiteto Leo von Klenze, sob ordens de Eugênio de . Hoje, é a sede do Ministério do Estado Livre da Baviera.clip_image012Beauharnais
# A exposição “Amélia de Leuchtenberg torna-se Imperatriz do Brasil” foi inaugurada no domingo 30 de maio de 2010, no Palácio Leuchtenberg, no Centro Histórico da cidade alemã de Munique. A mostra relata, através do diário de viagem do Conde Von Spreti - que acompanhou a princesa em sua viagem ao Brasil após o casamento por procuração com D. Pedro I -, a experiência e as impressões de ambos no Brasil do século XIX.  Foram expostas, ainda, duas placas e a insígnia da “Ordem Imperial da Rosa”, instituída por Dom Pedro I por ocasião de seu casamento com a princesa Amélia. (02/06/2010) -  http://www.dc.mre.gov.br/
FONTES: Wikipédia, Imperatriz no Fim do Mundo: Ivanir Calado, 1992 / Jardim Botânico / Ministério de relações exteriores.
PESQUISAS
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vila Jardim Santa Cecília em Santa Teresa

Fotos do Tricilo e ruas (Do livro do Felipe Fortuna).

Entre vários e-mails que O GUIA LEGAL recebe cada dia, aparece este do Sr. JOSE TADEU PEREIRA DA SILVA de Pelotas, RS:

“Olá! Boa Noite. O site é muito interessante mas vocês não tem por
aí fotos do bondinho do Condomnio Jardim Santa Cecília em Santa Teresa,
andei muito nele mas na época (1960) não possuia máquina fotográfica”.

Lembreu um dos vários livros que comprei os últimos 13 anos, e a foto estava lá!

Aproveito para colocar esta curiosidade no BLOG!

JOSÉ

Tenho sim as fotos, e estou enviando para você. O TRICICLO ainda existe, e funciona!. O único site na Internet que menciona ele é O GUIA LEGAL. Para tirar foto atual, até para entrar no lugar, devo contatar a Dona Beatriz, a Sindica do Condomínio.

São do livro CURVAS, LADEIRAS de Felipe Fortuna, e as fotos foram feitas por ele.

Ele escreve:

Vila Santa Cecilia 1 "Algumas escarpas, em Santa Teresa, criaram vizinhanças inesperadas. A Vila Santa Cecília, parecida com um vilarejo íngreme, é o melhor exemplo. Quem passa em frente ao estranho edifício amarelo, bem ao lado do Colégio Suíço-Brasileiro, não percebe que sua fachada esconde a entrada de uma gruta, que leva a um caminho sinuoso por uma vertente até o alto do morro. Por dentro do falso edifício, o que existe é uma minúscula estação de onde se Vila Santa Cecilia 2pode caminhar mais de um quilometro por um conjunto surpreendente de sobrados e casas. O mais inusitado é o pequeno triciclo movido a gás que carrega os passageiros, guiado pela roda da frente que se encaixa em um único trilho. De certa maneira, funciona como um elevador, que segue pela montanha numa viagem de mais de quinze minutos, embora só transporte quatro pessoas.

Vila Santa Cecilia 3 A vila já foi praticamente um território estrangeiro de suíços, alemães, franceses. Nada poderia ser mais isolado, já que nenhum carro entra por aqueles caminhos. O triciclo, por sua vez, interrompe as suas lentas viagens por volta das onze horas da noite, e só recomeça às seis horas da manhã. Minha mãe mantinha amizade com uma família estrangeira, e graças a ela eu conseguia andar no triciclo. Pois, se eu estivesse sozinho, apenas pelo prazer de ser transportado naquele veículo que não tinha igual em qualquer outro lugar do mundo, o porteiro me barraria ainda na entrada da vila. Djanira morou ali, numa casa em frente à pracinha. Contam que sua vizinha ganhou de presente vários desenhos e quadros que a pintora fez naquele lugar".

Fonte: Felipe Fortuna, Curvas, Ladeiras, bairro de Santa Teresa, Topbooks Editora 1998.

Me conta se o e-mail chegou bem, obrigado por contatar O Guia Legal!

GERARDO MILLONE

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Museu do Amanhã será construído no Porto do Rio

Esta novidade deixará aos Guias de navios com muitas saudades do espaço confortável do embarque, onde será feito o museu. O Espaço é o mesmo que se pensou para o Guggenheim. A música do dia da inauguração deveria ser "O que será o amanhã". Se este projeto e tantos outros dará certo, "responda quem poder...".

GERARDO MILLONE – Junho 2010.

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Arquiteto espanhol afirma que Museu do Amanhã será construído com material reciclável

rio museu amanha O arquiteto espanhol Santiago Calatrava, ao lado do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, apresentou, na tarde desta segunda-feira, o projeto arquitetônico do Museu do Amanhã, que será erguido no Píer Mauá, sendo uma das principais peças do plano de revitalização da Zona Portuária. O arquiteto contou que o museu será construído todo com material reciclável.
Baía de Guanabara, Morro da Conceição, Mosteiro de São Bento e Vista Chinesa são alguns dos locais que inspiraram o projeto do museu. As obras estão previstas para serem concluídas no segundo semestre de 2012.
Calatrava é considerado um dos maiores arquitetos da atualidade. Seus trabalhos são inspirados na natureza, marcados por elementos assimétricos e soluções móveis e dinâmicas. Entre suas obras mais famosas estão a Cidade das Artes e das Ciências em Valência, na Espanha; o Museu de Arte de Milwaukee, nos Estados Unidos; a Estação do Oriente, em Lisboa; a Torre de Montjuïc, em Barcelona; o Complexo Olímpico de Atenas e a Estação Ferroviária do Aeroporto de Lyon, na França.

Redação SRZD | Rio+ |

Santiago Calatrava apresenta no Rio o Museu do Amanhã

O projeto arquitetônico considera que, no futuro, a zona portuária estará livre do Elevado da Perimetral (Foto: Divulgação)

Em uma apresentação com características de espetáculo, marca registrada do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, a prefeitura do Rio apresentou oficialmente, na tarde desta segunda-feira, o museu que promete ser um novo marco arquitetônico da cidade. O Museu do Amanhã, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2012, ocupará 12,5 mil metros quadrados do Píer Mauá com um espaço dedicado ao conhecimento, às questões do homem moderno e, claro, ao futuro. A 'casca' do projeto não poderia ser mais futurista: Calatrava inspirou-se no movimento das plantas para criar uma estrutura que se abre para permitir a entrada de luminosidade no prédio, que, entre outras inovações, promete também estar à frente de seu tempo em matéria de sustentabilidade.

O show foi comandado pelo apresentador do 'Fantástico', da TV Globo, Zeca Camargo, escolhido para o papel de mestre-de-cerimônia no Armazém 2 do Porto. A Fundação Roberto Marinho é parceira do município no projeto, que tem custo estimado de 130 milhões de reais. Calatrava deu seu espetáculo, esboçando traços em uma aquarela enquanto falava para o público. Mas não deixou de se render à paisagem do Rio. "Morro do São Bento, Jardim Botânico, Jardins do Burle Marx, Confeitaria Colombo, Passarela do Samba e tantos outros pontos. Estou há alguns meses estudando a cidade, sua arquitetura e natureza belíssimas para conceber um projeto arquitetônico que traduza tudo isso", disse ele.

Para receber este nome, obviamente o Museu do Amanhã não se dedica ao passado. O texto de apresentação do projeto detalha o percurso que os visitantes farão pelo corpo da 'lagarta' que começará a ser moldada em 2011 sobre o píer. O passeio começa pelo Atrium de Hoje, dedicado ao estado atual do conhecimento e da humanidade. Em seguida, passa-se à Travessia das Perguntas. Depois, por uma "espiral cósmica", começa uma viagem da Terra em direção às galáxias, mergulhando no interior dos átomos. Neste ponto, haverá uma estrutura semelhante à dos planetários. A última parte é dedicada à Estação do Clima, ao Porto das Origens - sobre desenvolvimento da vida e crescimento das populações -, à Praça do Agora e à Plataforma do Futuro - estas últimas sobre integração econômica e diversidade.

Descontada a semelhança que, no estágio atual, o projeto tem com os enredos de escola de samba, tudo leva a crer que o Museu do Amanhã proporcionará ao público uma experiência, no mínimo, bem diferente da que se tem nos museus disponíveis hoje no Rio. O projeto arquitetônico, assim como todas as estruturas concebidas para o chamado Porto Maravilha, considera que, no futuro, a zona portuária estará livre do Elevado da Perimetral. Esse monstro de concreto que se estende da Praça Quinze, onde fica o Paço Imperial, até a Praça Mauá, onde se localiza o porto, prejudica a vista do Centro da cidade que se poderia ter a partir da área revitalizada. 

Calatrava manifestou seu desejo de ver o viaduto no chão. "A Perimetral não inviabiliza o museu, mas sem ela é que se tem a real integração do museu com a Praça Mauá e a natureza", defendeu ele.

Para a Prefeitura, porém, isso ainda vai demorar a acontecer: "Demolir a Perimetral é mole. Difícil é construir o túnel que será a opção de caminho. Estamos falando de 1 bilhão de reais só para a demolição da Perimetral. E esses recursos ainda não estão viabilizados. Não viemos aqui prometer essa demolição mas espero que em breve ela esteja longe das nossas vistas", disse Paes. O prefeito evitou cravar uma data para por abaixo a Perimetral, mas o secretário municipal de Desenvolvimento e presidente do Instituto Pereira Passos, Felipe Góes, estimou o início da derrubada para 2013 - ou seja, depois da inauguração do Museu do Amanhã.

21 de junho de 2010

Por Dani Telles - VEJA RIO